domingo, 2 de novembro de 2014

Anime: Kimi to Boku



Sinopse: A história gira em torno de quatro adolescentes — os belos irmãos gêmeos Yuuta e Yuuki Asaba, o afeminado Shun Matsuoka, e o líder de classe Kaname Tsukahara — que se conhecem desde a infância. Enquanto eles não são necessariamente bons ou maus amigos, eles continuam a se dar bem bem no colégio. Então, o aluno de transferência meio-Japonês, Chizuru Tachibana, se junta ao círculo de amizades nessa comédia sobre a vida cotidiana da adolescência. — traduzida do My Anime List

Eu sei que em torno de 98% (mais ou menos) dos animes e mangás criam idealizações do universo masculino, mas confesso que sempre que vejo animes do gênero Slice of Life fico nessa mistura de invejinha e vontade de viver naquele mundinho retratado. E o mesmo aconteceu com Kimi to Boku.

Na verdade, comecei a vê-lo porque precisava me abastecer de conteúdo de comédia (e eis uma dica que lhes dou: sempre que tiver algo em mente para escrever, leia e assista tudo o que puder sobre o assunto/tema/gênero que quer abordar em seu texto!), portanto, não tinha nenhuma expectativa sobre ele. Comecei a assistí-lo de coração e mente abertos. :)

De acordo com o wikipedia, Kimi to Boku. (que significa Você e Eu, em tradução livre) é uma série de mangá japonês escrito e ilustrado por Kiichi Hotta, em 10 edições, e a adaptação para televisão saiu em 2011, pela JCStaff.

Li em algum lugar que esse é um anime sobre nada, mas eu não o definiria assim. Para mim, Kimi to Boku é sobre a adolescência, e a descoberta do mundo no universo masculino. Nele, temos os pensamentos das personagens, e o ponto de vista deles sobre o seu mundo (ou seja, aquilo que os cerca). E isso me parece bastante consistente para se analisar.

A história tem um início, meio e fim bem definidos, e bem apresentados, e esse é um grande ponto positivo se tratando do gênero. Pois nos primeiros episódios, além da introdução das personagens, temos num apanhado de flashbacks com um pouco sobre a infância desses quatro amigos, que sempre estudaram juntos. O Kaname foi o primeiro a mostrar seus sentimentos, desde sua infância, por uma professora do primário — o que acho legal, porque é perfeitamente plausível que uma criança se apaixone por um professor. Eu mesma tive uma paixonite por um professor! Além disso, eles mostraram bem todas as dificuldade e questões que impedem dessa paixão ir adiante, já que ele era uma criança de uns 6 ou 7 anos, e a professora em seus vinte e tantos anos. Depois disso, voltamos para o presente, e vamos percebendo como eles vão amadurecendo em seus pensamentos e atitudes.

É bem verdade que é um numero considerável de clichês, mas, como já disse, clichês não é necessariamente algo negativo. Temos o personagem cdf, líder de classe e que usa óculos; temos os bonitões; temos o "bonzão", aquele que é ótimo em tudo o que faz; temos o menino meigo, adorável e confiável; temos o atrapalhado e meio bobinho, sempre de pensamento positivo; e temos os lindinhos apáticos, mas muito danadinhos. Ou seja, há personagem para todos os gostos.

Aí, lá pelas tantas, aparece o Chuzuru. Até então, eu diria que a personagem principal era o Kaname, mas depois o loirinho pareceu para roubar as cenas. Ele é muito engraçado, apesar de que no início eu achei ele um tantinho pé no saco. Mas depois de tanta encheção de saco, acabei pegando empatia por ele, e até me apaixonando pela personalidade "auto-astral, meio debilóide" dele! Haha. Sério, ele é muito comédia! Sem falar que sofre horrores nas mãos do Kaname e dos gêmeos! O Shun é o único que o entende — e só porque ele fala o que sente em voz alta! Hahaauiehauiehui.

Vale lembrar que estamos falando de quatro meninos que são amigos de infância. Isso significa que há muita confusão, brigas e discussões, mas todas regradas de comédia. Até por que a relação entre meninos, ao menos no meu ponto de vista, é sempre mais puxada para a comédia do que para o drama, não é mesmo?

A partir do décimo, e melhor, episódio, senti que a coisa foi ficando mais poética. E a melhor cena foi quando o Chizuru disse "quando me lembro de você segurando a minha mão esquerda, meu corpo todo entra em conflito e sinto cócegas no estômago. Suas bochechas vermelhas sendo iluminadas pela luz que vem da janela e seus cílios brilhantes e sorridentes, todos estão além desse cabelo macio e ondulado. Mas eu acabo pensando em um futuro com você e... pervertido." Muito lindo e fofo. É a partir de então que vemos os meninos se apaixonarem e se questionarem sobre o amor, profissão, e escolhas... Acontece tudo de maneira tão natural, que mal percebemos a transformação deles — de meninos brincalhões, a rapazes responsáveis.
Apesar de os meninos serem os protagonistas, há personagens femininas marcantes. Como a baixinha (não me lembro do nome dela agora) que se apaixona pelo Shun. E gostei da representação feminina que ela trás, que ao invés da mocinha boazinha e dependente, ela se mostra um tanto independente e forte. Também da gostei da namorada do irmão do Shun. Ela luta Kendô (algo pouco visto em mangás/ animes), e se mostra bastante durona quando machuca o tornozelo, lá pelo episódio 12, se não me engano.

Sobre o aspecto geral do anime, até por ser uma história sobre cinco adolescentes, um tanto "paradona", sem grandes ações, creio que não haja mesmo motivos para uma produção espetacular. O traço é simples, combinando com a história calma que nos apresenta. As músicas de opening e encerramento são ótimas. O único ponto negativo que eu teria a dar é com relação aos olhos dos personagens que parecem sempre meio vesgos. O.o

Eu tentei encontrar em blogs alguma explicação para os gatos que aparecem em todos os episódios, mas não achei nada. Não sei foram usados apenas para "tapar buracos" no timing dos episódios, ou se eram alguma metáfora. Por que sempre que apreciam, em sua maioria, estavam com cara de tédio ou sono, aos bocejos. Teve algumas poucas cenas em que deu para ver direitinho a relação com a cena anterior, por exemplo, num episódio em que o Chizuru estava bravo, e apareceu um gato irritadiço, gritando. foi bem engraçado, até. Mas ainda estou tentando encontrar alguma conexão maior entre eles.

Enfim, não quero entregar mais spoilers. Espero que quem se aventurar a assistir Kimi to Baku, goste tanto quanto eu gostei. :)









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