sexta-feira, 17 de maio de 2013

Anime: Zetman



Título em Japonês: Zetman.
Categoria: Série TV.
Episódios: 13.
Produtores: TV Asahi.
Gênero: Violência, Drama, Shounen, Terror, Sci-fi.
Duração: 23 min. por episódio.

Sinopse: Jin é um estranho garoto com uma marca de anjo em sua mão. Ele vive em uma vida pobre, porém pacífica, com seu avô, junto com outros vagabundos as margens do rio. Um dia, sua pacífica vida muda quando um monstro, chamado “Jogador” aparece, matando todos que aparecem em sua frente


Zetman é mais um daqueles animes que a gente não espera muito no inicio, mas depois de alguns poucos episódios mudamos drasticamente de opinião. Seu enredo é permeado de ação, é objetivo, mas ao mesmo tempo possui um drama profundo e intenso...

Bom, a história se foca em Jin, um jovem que foi criado em laboratório por um cientista numa corporação para derrotar todos os "players" — humanos geneticamente modificados. Ele é um rapaz que perde tudo o que tem, e tenta encontrar seu lugar no mundo.

Embora esse plot seja MUITO explorado pelos japoneses, o enredo que temos aqui parece um pouco mais próximo da realidade, porque ele expressa os sentimentos dos personagem com uma certa intensidade mais verossímil. E isso é o que mais cativa nessa série.

Essa corporação, a Amagi, estuda DNA e clones humanos para criar estes seres chamados "players" (em tradução livre seria algo como "jogadores") que, sem querer querendo, acabaram desenvolvendo criaturas meio humanas, meio monstruosas dotados de uma super força. Então, surge os torneios nos submundos entre players, onde eles lutam até a morte. Enquanto alguns parecem perder sua humanidade, os que ainda as possui se revoltam por serem excluídos da sociedade por sua aparência e atacam os humanos.

O Wikipedia traz uma boa definição do que são esses players: Criaturas que foram criadas com a intenção de desenvolver seres humanos perfeitos. No entanto, o projeto tornou-se um passatempo para os homens ricos apostarem neles em jogos violentos, onde eram lançados uns contra os outros monstros para lutarem até a morte. E justamente por esta causa, muitos jogadores se revoltam com os humanos, quando tomam consciência de que são muito superiores. 

Mais tarde, é revelado que Seiji (um player) tem uma fórmula para produzir Riders Corpse, jogadores criados a partir de cadáveres de seres humanos recentemente falecidos. Contudo, esses Riders não são tão fortes quanto os players, mas possuem força quando se juntam em números. E para dar procedência à revolução, Seiji faz de tudo para conseguir produzir essa nova geração de monstros. 

Ah, outro dado interessante sobre os players, é que eles têm aparência humana, mas após se transformar uma vez na sua forma de player, não podem regressar à forma humana.

Os players, então, se misturaram aos humanos (os players possuem uma marca que somente os mesmo da espécie conseguem ver) e criam uma sociedade secreta, cuja sede fica num bar chamado EVOL (LOVE de trás para frente), onde eles se reúnem para conspirar contra os humanos. Por esse nome, já percebemos que eles são apenas criaturas incompreendidas, esclusas por sua aparência, mas que desejam viver pacificamente entre todos. Mas o preconceito é maior, e acaba causando à toda violência que assistimos no desenrolar da trama. Vemos também que nem todos os players são realmente contra a sociedade, mas somente contra aqueles que "brincavam" com eles. Há uma questão política e ética envolvida nesse projeto, mas é abordada levemente no anime — não sei como ela se apresenta no mangá... Mas, então, para dar um fim a esse caos que se instaura na sociedade, a criança Z.E.T. foi criada. Essa criança possui poderes excepcionais aos demais, e deveria suprir somente a necessidade de proteger os cidadãos humanos. Para verem o quão especial ele é, Z.E.T. é a única criatura desenvolvida com a capacidade de voltar à sua forma humana depois de se transformar. Na verdade, o Z.E.T. só se transforma quando está perto de um player e só volta a forma humana depois de matar esse player. Mas mais para frente, ele domina a capacidade de se transformar quando quer.

Contudo, o dr Kanzaki, um dos envolvidos no projeto da corporação, que ia contra os preceitos sobre a qual a empresa trabalhava, fugiu com a criança, a levando para o mundo humano e a criando como uma criança humana normal. Ele percebia que as pessoas estavam sendo usadas, manipuladas para fins antiéticos, e resolveu se desligar da empresa — mesmo correndo o risco de ser morto por ela, por motivos óbvios.

O Jin, então, se desenvolve de maneira natural, como uma criança qualquer, sem nunca desconfiar de quem ele realmente era.

Agora vamos para a melhor parte: no começo da historia, mostra o menino Jin morando com seu avô Kanzaki (que na verdade mentia para o garoto sobre sua origem) em uma espécie de favela (por que no japão não há favelas como aqui). Jin tem dois amigos de infância, e juntos sonham em algum dia se tornarem heróis para a sociedade, salvando as pessoas de bandidos e assaltantes. Essa brincadeira acaba tornando proporções maiores, quando Jin percebe que é mais forte e rápido, claro,  e passa a realmente ajudar pessoas na rua. No entanto, espertinho, ele sempre pede dinheiro em troca de sua ajuda, mas quase nunca alguém realmente lhe dava algo. Até que, um dia, ele salva uma garota de programa e essa lhe paga pela ajuda. Feliz da vida por ter conseguido algum dinheiro, ele volta para casa, mas quando chega se depara com seus vizinhos e seu avô mortos. Jin, obviamente, ficou arrasado — afinal, era apenas uma criança. Ele, então, é adotado pela garota de programa, Akemi Kawakami que sente compaixão pela situação do menino. E lá pelas tantas, num outro dia, quando a Akemi caminhava com Jin, foi atacada por esse mesmo player que matou o velho Kanzaki. Furioso, Jin acaba despertando o poder Z.E.T. e mata o monstro.

Alguns anos depois, vemos que os amigos do Jin acabaram se afastando, por ordens da família — eles eram ricos, e tinham toda aquela questão do preconceito com os pobres por parte dos pais (principalmente o pai).

Eu já disse que há bastante ação nessa história, certo? Então, entre uma luta e outra, surge o Alphas — o antigo amigo do Jin, que, nada mais é que filho do grande chefão da empresa Amagi. À parte da empresa do pai, o rapaz desenvolveu com seu dinheiro e acesso à tecnologia uma armadura que lhe permite lutar até mesmo contra os players — sobre o qual ele toma conhecimento por acaso, quando reencontra o Jin num resgate a uma família. Nesse resgate há uma discussão interessante sobre ética, quem deve ser salvo (uma confusão da parte do Kouga) e Jin, bravamente, consegue salvar a todos e ainda derrotar um player que surge. Mas quem fica com a fama pelo heroico resgate simplesmente foi Kouga — que passa a conviver com o peso de sua consciência.

Agora falando sobre o romance que também envolve a trama, temos um triangulo amoroso. A irmã de Kouga (agora me esqueci o nome dela) que também costumava a brincar com eles quando pequenos, nutre uma forte afeição pelo Jin, e tenta de tudo para se aproximar do rapaz que sempre a repele, por não querer trazer problemas para a moça — que não sabe de nada. Ela é a típica mocinha "mosca morta", que passa o tempo inteiro tentando entender o que acontece, e quando finalmente descobre tem um relapso. Apesar disso, ela não é das piores, pois ela mostra ter alguma força de vontade quando se depara com um dos players que a rapta junto com sua amiga. Eu torcia por ela, mas depois mudei de time ao conhecer melhor a Hanako — uma garota que se esconde de um ataque de um player na casa do Jin. Ela também trás uma história de abandono e desinteresse de seus pais, e por isso fugiu de casa. Sem ter para onde ir, ela acaba se abrigando na casa do Jin, e se apaixonam. Eles dois rederam inclusive uma bela cena de "amor". Minha única critica negativa vai para o fato do Jin se mostrar sempre um rapaz que não tem noção do que é um família (e ele sempre lamenta por isso, de certo modo), mas que de repente consegue construir uma com a Hanako. Houve um contraponto interessante aí, no entanto, e talvez esse fosse o "x" da questão. Pois vejam bem, enquanto ele desesperadamente precisava se apegar a uma família, ela tentava se desfazer da que tinha, e se livrar de toda a ideia que tinha sobre famílias...

O final, apesar de ter sido um tanto frustrante (não vou dizer por quê), ele conseguiu deixar aquela sensação de satisfação por ter assistido o anime. Na verdade, eu até fiquei chateada pelos 13 episódios não terem se estendido mais. Mas as cenas de luta são ótimas, muito bem reproduzidas, que em harmonia com a ótima seleção de trilha sonora, tornou a ação mais instigante. E ele mistura muito bem a violência com o drama... Para quem gosta do gênero, recomendo esse anime também! Aliás, eu diria que ele é um dos melhores, nesse quesito.

E eu gostei tanto do traço do autor, que peguei umas imagens do mangá. Ainda vou lê-lo só pelo prazer de olhar para as ilustrações, porque são lindas! *_*



















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