terça-feira, 30 de abril de 2013

Da realidade para os contos de fada



Como eu sempre digo, por trás de toda ficção, há uma ponta de verdade! Eu já comentei antes sobre as versões originais de alguns dos contos de fadas, e hoje descobri que algumas delas realmente foram baseadas em pessoas e acontecimentos históricos.

E, não, a Ariel não é uma delas... pelo menos, não que eu tenha descoberto ainda. :3 Mas adorei esse cosplay, imitando umas das cenas mais clássicas do desenho! <3 br="">

Mas vamos lá para a curiosa listinha:



Anastasia

A Grã-duquesa Anastásia Nikolaevna da Rússia (em russo Анастасия Николаевна Романова, Anastásia Nikolaevna Romanova) foi a quarta filha e segunda mais nova do czar Nicolau II da Rússia e da czarina Alexandra Feodorovna, os últimos governantes autocráticos da Rússia Imperial. Morreu assassinada por soldados bolcheviques aos 17 anos, junto com os demais membros da família imperial russa.

Desde a sua morte, circularam rumores persistentes sobre a sua possível sobrevivência, alimentados pelo fato de a localização da sua sepultura ter permanecido desconhecido durante as décadas do governo comunista. A vala comum que escondia os restos mortais do czar, da sua esposa e de três filhas foi descoberta perto de Ecaterimburgo em 1991, mas os corpos de Alexei Nikolaevich e de uma das irmãs, não se sabia se Maria ou Anastásia, não se encontravam no mesmo local.

Contudo, a teoria da sua possível sobrevivência foi completamente desacreditada. Em Março de 2009, foram publicados os resultados finais dos testes de DNA pelo Dr. Michael Coble, do Laboratório de Identificação DNA das Forças Armadas dos Estados Unidos da América. Estes testes provaram de forma conclusiva que os restos mortais de todas as grã-duquesas tinham sido encontrados e, por isso, nenhuma tinha sobrevivido

Após a Revolução Bolchevique na Rússia em 1917, a princesa e sua família Romanov, foram abruptamente despejados por um pelotão de fuzilamento bolchevique, em Julho de 1918. Imediatamente, as pessoas começaram a acreditar que talvez Anastasia tivesse sobrevivido, uma crença rapidamente aproveitada pelos românticos e artistas de toda parte.

“Anastasia”, foi Anna Adams, que sofreu com uma batalha legal por trinta anos para ser reconhecida como uma Romanov. No entanto, após sua morte, em 1984, seu DNA provou o contrário. Apesar do extermínio, em 1989, a ausência de dois corpos da vala comum dos Romanov levou outras pessoas a acreditar que Anastasia e Alexei, seu irmão, na verdade, tinha sobrevivido ao ataque. No entanto, esta ilusão em massa veio abaixo quando os dois corpos desaparecidos foram descobertos em 2007.

Acho que a história contada pela Disney, talvez, seja a mais fiel. No Wikipedia é possível obter mais informações, inclusive sobre o envolvimento da família com o terrível Rasputine. Na internet também é possível encontrar cartas que os irmãos de Anastácia escreviam, contando em detalhes a vida deles. Muito interessante. :)


Cinderela


Uma das histórias mais antigas dos contos de fada, Cinderela também parece ser vagamente baseada na vida real de Rhodopis, uma mulher grega antiga (quem diria, que seria uma grega?). A história diz que Rhodopis, cujo nome significa “bochechas rosadas”, era uma garota grega da Trácia capturada em 500 aC, e vendida como escrava.
Sua pele clara, cabelos loiros e olhos claros, alegadamente a fez muito valiosa como uma escrava entre os egípcios, e ela tornou-se a “favorita” de seu mestre, que lhe deu sapatos muito caros como um símbolo de seu favor, porém os sapatos de ouro chamaram a atenção do faraó, Ahmés II.

O governante poderoso, então, recrutou-a para fazer parte de sua “Casa da Mulher”. Aparentemente, o faraó na época não era casado com apenas uma mulher, mas tinha muitas cortesãs. Então, Rhodopis, a Cinderela, obtêm sua transformação mágica...ou quase. Ela consegue passar de “escrava normal” à “escrava do sexo”. Para aquela época, deveria ser mesmo um grande avanço, porque, imagino eu, pelo menos era melhor tratada e ganharia algumas regalias...

Branca de NeveBranca de Neve é Margarete von Waldeck, uma nobre do século 16 Bavarian. Surpreendentemente bela, de dezesseis anos de idade, mudou-se para Bruxelas, em 1549. Lá, ela chamou a atenção do príncipe Filipe II, da Espanha, e tornou-se sua amante. No entanto, o fato de ela se tornar uma princesa era uma ideia insuportável para a madrasta (que, por todas as contas, a odiava), bem como o pai de Filipe, o rei da Espanha, que viu a união entre os dois como politicamente desvantajosa. Por isso, agentes espanhóis prepararam uma conspiração para acabar com o assunto de forma permanente, por envenenamento. Seu testamento, escrito pouco antes de sua morte, aos 21 anos, mostra evidências dos tremores provocados por estágios avançados de envenenamento (embora o criminoso não podia ser sua madrasta malvada, que morreu antes de Margarete).

Curiosamente, as semelhanças não param por aí: Margarete também cresceu em Bad Wildungen, onde seu irmão era dono de uma mina de cobre trabalhada por crianças pequenas, severamente prejudicadas por suas terríveis condições de trabalho e pela fome. Nessa época, eles chamavam esses garotos de “anões”. Além disso, havia um homem, velho rabugento que vendia maçãs envenenadas para as crianças, pois acreditava que estas o estivessem roubando.

Triste, mas interessante também.

O Flautista

A aldeia alemã de Hamelin, aparentemente, perdeu a maioria de seus filhos em circunstâncias misteriosas em 1264. Em 1300, eles construíram um vitral na igreja com a inscrição críptica: “No dia de João Paulo 130 crianças em Hamelin foram a cavalaria e passaram por todo tipo de perigo até a montanha Koppen e se perderam.”

Um flautista de Hamelin, no entanto, parecia carregar a peste bubônica (o que explica sua associação com ratos, pois ela é transmitida por uma pulga encontrada nestes animais), tinha lesões na pele — características da fase tardia da Peste Negra.

A falta de explicação para a praga afetar apenas as crianças, também levava à ideia de que as crianças em fuga se perderam em uma Cruzada das Crianças, ou seja, em envio de crianças para lutar em guerras santas, em vez do adultos. O flautista, neste caso, era suspeito de ter sido uma das crianças, e que teria ordenado as outras a marchar para a Terra Santa e ganhá-las de volta para a cristandade.

O Barba Azul

O Barba Azul é baseada em um serial killer. Gilles de Rais, um cavaleiro, companheiro de Joana d’Arc, que começou sua vida normalmente para a época: o aprendizado do latim, se casando por dinheiro, e matando pessoas em nome do Cristianismo.

Depois de encerrar sua carreira militar, por causa dos seus gostos caros e esquisitos, rapidamente perdeu sua fortuna considerável, e quase ficou na miséria. Sua estratégia de recuperação de riqueza? Venda sua alma para um demônio chamado “Barão” e sacrifique crianças bonitas para ele. O Barão gostava de tortura sádica, rituais começando com uma refeição elaborada com alcoolismo e drogas, tendo crianças para ser submetidas a sodomia, a decapitação, desmembramento e/ou tendo a garganta cortada.

Foram encontrado, pelo menos, quarenta corpos na sua propriedade, durante o inquérito em 1437. Gilles, na sua própria declaração, confessou: “quando os ditos filhos estavam mortos, ele beijou-os e aqueles que tinham os membros mais bonitos e as cabeças ele admirou, e tiveram seus corpos cruelmente cortados, abertos, e teve prazer na vista de seus órgãos internos, e muitas vezes quando os filhos estavam a morrer, ele sentou-se nos seus estômagos e teve o prazer de vê-las morrer e riu."

Credo! >_<

Shrek

O popular ogro do desenho animado Shrek realmente existiu! Ele era francês e seu nome era Maurice Tillet. Era ainda uma pessoa muito inteligente, poeta e escritor que falava nada mais, nada menos, do que 14 idiomas!!!

Tillet nasceu em 1903 e ainda na adolescência manifestou uma doença rara chamada acromegalia, que fez com que seus ossos crescessem descontroladamente. Como resultado, seu corpo ficou desfigurado e ele se transformou no que as pessoas da época consideravam um espetáculo de "show de horrores". Você acha que isso o colocou para baixo? Que nada! Ele foi para os Estados Unidos para tirar proveito de sua condição e se transformou em um lutador profissional chamado de "Freak Ogro do ringue". E o cara ainda alcançou ainda o título de campeão mundial da American Wrestling Association. Tillet usava uma técnica de poucos movimentos, incluindo o "Strike Palm" (seu movimento de finalização de luta) e "Bearhug". Mesmo tendo ele sido apelidado pelos gozadores de plantão como o "Freak Ogro do ringue" ele era realmente mais conhecido como "O Anjo Francês ".

Tillet lutou até o fim da sua vida. Em 1954, aos 51 anos de idade, morreu de um ataque cardíaco. Pouco tempo antes de morrer, um amigo dele pediu-lhe para obter um molde de seu rosto e Tillet concordou. Na verdade foram feitos três moldes, um dos quais acabou em Iowa (International Wrestling Museu); a segunda máscara foi para o seu amigo, e um terceiro foi enviado para o Museu Barbell Iorque, onde, alegadamente, foi usado como o modelo oficial para projetar o personagem Shrek que todos nós conhecemos...

Maurice Tillet, sem dúvida, é uma fonte de inspiração. Ao invés de ficar reclamando, ou se lamuriando, ele tirava proveito do que tinha, e transformava tudo em positividade. Pelas fotos que encontramos no google, vemos que ele era um cara do bem, sempre sorridente. Não se abalava com nada. Talvez ele teria gostado de conhecer o Shrek, afinal o simpático ogro do desenho animado passa uma mensagem positiva, que intimamente ressoa como o próprio legado de Tillet, com sua inabalável personalidade e auto-estima otimista. <3 br="">
Fontes: Gente Estranha, Diário Insano, Portugal Paranormal e o Wikipedia.

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