sexta-feira, 8 de março de 2013

Anime: Zetsuen no Tempest



Título em Japonês: Zetsuen no Tempest
Episódios: 25.
Gênero: Ação, Mistério, Drama, Psicológico, Fantasia, Shounen.

Sinopse: A história é centrada em Yoshino, um garoto normal que cursa o colegial junto com seu misterioso amigo Mahiro. Mahiro faz um trato com uma feiticeira chamada Hakaze, para caçar os assassinos de seus pais e irmã. Agora Mahiro sumiu, e Hakaze confronta Yoshino. Yoshino acaba envolvido em uma crise que pode acabar com o mundo. (Fonte: PUNCH)




Zetsuen no Tempest é mais um anime baseado num mangá — homônimo do autor Kyo Shirodaira, ainda em andamento. É shounen, com óbvias referências a Hamlet, e outras obras de Shakespeare, o que o torna ainda mais interessante. :)

ZT tem um começo instigante, no meu ponto de vista, embora alguns possam ter achado meio lento, e até mesmo chato: uma bruxa presa num barril, exilada numa ilha; um jovem em busca de vingança pela morte de sua irmã; outro rapaz que perdeu sua namorada há um ano atrás, em busca de respostas; uma mulher desempregada, num serviço secreto; um mago que tomou para si a liderança de seu clã; e para completar o combo, uma árvore misteriosa que pode trazer a destruição do mundo.

O que isso tudo tem em comum?

Bom, em um prólogo com direito a monólogos, arranjos de música clássica e um enquadramento distinto, logo damos de cara com esse aspecto teatral a que o anime se referencia (lembrando que não li o mangá).

Eu já li algumas obras de Shakespeare, mas não as que estão em questão. Portanto, precisei pesquisar um pouco para compreender melhor o enredo, que me pareceu um pouco complexo — o que me levou a insitir nele, depois dos famosos 5 primeiros episódios. O conceito da história de vingança de Mahiro vem mesmo de Hamlet, e o título é uma referência à "A tempestade", outra peça de Shakespeare — é uma história de tragédia, vingança, romance e também comédia. Com base em informações pescadas em outros blogs, descobri também que além da referências, as citações, fragmentos, os próprios personagens são modelos referentes às peças; Mahiro é o príncipe Hamlet a procura de vingança. Yoshino, é o Romeu. Aiko, a Julieta. A bruxa Hakaze é Prospero (que também era mágico), o protagonista da peça "A tempestade", que também fica preso em uma ilha.

Tendo isso esclarecido, vou partir para outra questão importante que me chamou atenção para o anime. O character design, que é ótimo, embora tenha me incomodado alguns aspectos do Yoshino e da Hakaze (que depois se veste como uma adolescente ... Mas acho que não vale comentar, por que, no fim, este se mostrou um trabalho de arte bem feito, com ênfase em pontos específicos (como os enquadramentos nas ações e cenários bem elaborados — apesar de me incomodar com o CG em algumas cenas). Só achei meio nada a ver algumas insinuações que fizeram com as personagens femininas, querendo sensualizá-las. Mas isso já é cada vez mais comum em animes de curta duração, para chamarem o publico masculino que, talvez, tenha se mantido longe, por talvez acharem que se tratava de alguma coisa meio BL... O que, não tem nada a ver, porque todos os personagens masculinos tem seus pares românticos femininos. E o shounen-ai é bem fraco, no meu ponto de vista.

Mas mudando de assunto, a animação é comum, com boas vibrações nas cenas de ação. Algumas lutas parecem meio bobas, mas as expressões dos personagens mudam esse aspecto. A expressividade deles (outro ponto importante aqui) é bem trabalhada, principalmente a do Mahiro. Percebe-se claramente que ele é um rapaz perturbado pelo que aconteceu através de suas caras e bocas. E com o auxílio da música de fundo, sempre num tom trágico, denso,
o clima tenso das ações fica muito melhor. 

Mas também temos momentos mais "lights". Em alguns diálogos (ou monólogos), temos textos bem humorados, tornando a trama sarcástica. Em algumas cena os personagens se mostram em situações meio idiotas, patéticas, ao mesmo tempo em que o tom da cena é de tragédia — devido à situação em que estão, com a guerra e o mistério em torno da Aika. Enfim, eu diria que o humor é sútil mesmo.

Mas voltando à questão anterior, o cenário distópico, com conflitos de guerra ao fundo, fazem parte da síndrome do "ferro preto", com toda a população da cidade sendo apagada. Esses são efeitos da árvore de Êxodo. Ou seja, além de toda aquela referência na literatura, temos também referências religiosas.

Para quem não sabe, Gênesis é o inicio de tudo. É a parte da bíblia que explica a criação, a origem de todas as coisas. Para fazer contrapartida, a história ainda conta com a árvore do Êxodo — na bíblia conta sobre a fuga dos judeus de seu cativeiro no Egito. Na história, essa árvore expulsaria o Gênesis, impedindo-a de criar um novo começo para o mundo cheio de crimes e corrupções em que vivemos, para evitar mais mortes de inocentes.

E eis a trama central da história, em que as borboletas simbolizam metamorfose, a transformação de um ser em outro, quando a árvore transforma as coisas em matal, para exterminá-las. A história gira em torno desse mundo em colapso, onde magos se escondem da sociedade, mas que através de um pacto mal sucedido, desencadeiam essa catástrofe e precisam agora correr para retroceder os efeitos colaterais dele. E com o desenrolar dos episódios, vamos descobrindo o que cada um deles tem a ver um com o outro, e como, juntos, poderão salvar o mundo dessa chuva de eventos estranhos que acontece ao redor do planeta.

Sinceramente, eu achei o início meio parado, realmente, mas depois de analisar melhor as coisas, fui levando ele com a barriga, e depois da segunda parte (que inicia no 10º episódio, se não me engano), temos mais esclarecimentos, mais ação, mais comédia, mais de tudo um pouco. Os personagens ficam mais interessantes, e os grupos que antes eram inimigos, se tornam aliados. Além disso, temos direito à viagens no tempo, um romance não correspondido, e dois cabeludos lindos *_* (que já-já vão direto pra minha lista de cabeludos)! o/


Confiram as imagens que pesquei! :)









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