domingo, 10 de fevereiro de 2013

Possibilidades


























Já faz um tempo que estou com essa história em mente, e há mais de dois meses estou tentando elaborar ela, mas estou incerta quanto ao começo dela. Por enquanto, ela está em primeira pessoa, no ponto de vista da Ino. Já tentei escrever no ponto de vista do Sasuke, com uma outra abordagem, e do Naruto com outra ainda mais diferente, mas nenhuma parece encaixar. >_< Acho que em terceira pessoa, nesse caso, não vai funcionar bem, porque não vou conseguir transmitir bem os sentimentos das personagens... E como gostei de como a outra fic Mercenários se saiu, resolvi tentar a mesma receita...

Mas, então, pensei com meus botões, quem melhor para me dizer como a coisa está se saindo,se não vocês, leitores — sem querer apelar, mas já apelando! T__T Eu quero muito fugir dos clichês e tentar algo diferente, mas não sei se está rolando. >_<²

PS: editei a sinopse, deixando mais de acordo...

Sinopse: A policia bate na porta de Ino, e diz: Seus amigos, Naruto Uzumaki,
Sakura Haruno e Sasuke Uchiha, estão desaparecidos. Agora, ela precisa voltar ao passado para desvendar aquele sumiço; o motivo e para onde foram.

O mistério pode estar no passado de Sasuke, no temperamento explosivo de Sakura, ou nos segredos do Naruto.

Mas tudo o que a loira sabia ao certo era que seus amigos haviam se envolvido num triângulo amoroso. O problema é que aquela não era uma relação qualquer; era um triangulo diferente... Em que cada um deles fingia ser o que não eram. Assim sendo, ela se viu obrigada a expor a intimidade de sua amiga para poder reencontrá-la.

Classificação: +18
Categorias: Naruto
Personagens: Haruno Sakura, Uchiha Sasuke, Uzumaki Naruto
Gêneros: Drama, Romance
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Sexo, Yaoi, Bissexualidade

Fic Sasu X Saku ♥ meio X Naru também. hehe



Possibilidades
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escrito por Amanur
.
Capítulo 1
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“Naruto Uzumaki
Sakura Haruno
e Sasuke Uchiha”

Havia uma foto de cada um deles acompanhando seus nomes naquela ficha.

— Há quatro dias esses três nomes foram dados como desaparecidos pelo pai do Sasuke, e eu fui a última a avistá-los. Sakura havia me dito que iria sair com eles para dar uma volta na caminhonete nova que Sasuke ganhou. Eu a vi pegar a bolsa e sair, mas não a vi voltar. — eu disse para a policial a minha frente.
— A viu pegar uma bolsa? Espere aí...achei que Sakura Haruno fosse um rapaz... Conversei com outras pessoas, e todos se referiam à Sakura como um rapaz...É uma... Transexual? — indagou confusa.
— Ahm... não exatamente...É uma longa história.
— Humm... Imagino que seja... Bom, não sei já estás sabendo, mas a caminhonete do Sasuke foi encontrada há trinta quilômetros de distância do cânion, senhoria Yamanaka.

Eu fiquei olhando para ela em silêncio, tentando decifrar o que ela estava querendo me dizer. E, então veio o click, que paralisou meu corpo. Fiquei, ali, com minha respiração ficando cada vez mais pesada, com aquela possibilidade em mente, embora não acreditasse que minha melhor amiga (amiga de infância) fosse capaz de cometer suicídio. 

A policial deve ter entendido para onde meu raciocínio ia, ou eu devo ter ficado pálida, pois logo tratou de esclarecer.

— Há pouco mais de 24 horas que a equipe de resgate está procurando por eles, mas até agora não foi encontrado nenhum indicio que nos leve a pensar que eles tenham caído lá, fique tranquila.
— Ok. — murmurei. Mas não havia como realmente ficar tranquila numa situação daquelas...
— Você pode me contar o que sabe sobre esses três? Como se conheceram, quem eles realmente eram, o que faziam, quais suas relações...? Falei com o senhor Uchiha ontem, e ele não me esclareceu muita coisa, dizendo que eram apenas três amigos, que faziam parte do mesmo clube, mas senti que houvesse algo mais.
— A história é longa... E como todo mundo, cada um deles tinha seus problemas pessoais...
— Não se preocupe, tenho o dia inteiro. — e, então, ela tirou do bolso de sua calça um mini gravador — Se não se importar, vou gravar o que me disser, para fazer a transcrição. Se precisar que algo seja confidencial, é só dizer. Eu mesma farei as anotações, e me certificarei que nenhuma informação importante vaze.

Concordei com os termos dela, pensando numa maneira de como começar a lhe contar os fatos. Para não prolongar demais aquilo, contando como foi nossa infância, resolvi dar inicio a partir de um dia em que Sakura estava particularmente mais agressiva do que de costume. E foi um pouco antes de reencontrarmos Sasuke.

— Vou contar tudo o que sei, com base no que me foi dito por eles mesmos, e em parte por conversas que peguei sem querer deles... Afinal, Sakura morava comigo, e ela compartilhava muita coisa confidencial. — odiei como usei os verbos no passado, como se eles já tivessem mortos, e eu sabia que não estavam...Quero dizer, eu acreditava que não estavam! — Vou começar a partir de uma noite que jamais de esquecerei, porque aquela cena me deixou com uma forte impressão sobre a minha amiga...

“Nós tínhamos recém fechado o expediente do restaurante do meu pai, onde eu e a Sakura trabalhamos. Eu ainda recolhia os pratos dos últimos fregueses a sair da mesa, quando ouvi um barulho vindo da parte interna do restaurante, acessível somente para funcionários. Havia uma luta desenrolando dentro da dispensa!

Sakura recebeu um soco de esquerda na boca, capaz de a fazer cambalear para trás, mas logo revidou com um pontapé na canela da sua oponente, a fazendo cair de bunda no chão. Aí, pulou em cima da Hotaru, puxando-lhe os cabelos enquanto a outra funcionária arranhava o seu rosto com aquelas unhas enormes. Sakura sentia aquelas navalhas pintadas de vermelho cor de sangue cortar a pele, mas agia como se não houvesse nada. Mas tenho certeza de que sentiu-a rasgar e arder como se estivesse em chamas. Mas para o azar da Hotaru, a raiva da Sakura ardia com muito mais intensidade e ela socou no canto do olho da outra, abrindo um belo corte embaixo da sobrancelha.

— SUA OGRA! TOMARA QUE VOCÊ MORRA SOZINHA! — Hotaru berrava.

Então, Sakura deu uma cabeçada no nariz dela. Sangrou bastante, enquanto Hotaru gemia e se contorcia, mas Sakura não estava satisfeita ainda, e se levantou para dar um monte de chutes nas costelas da nossa nova funcionária. Hotaru  estivera conosco por apenas três meses, até então...

Eu fiquei paralisada vendo a Sakura agir como um animal selvagem, completamente descontrolada, e ao mesmo tempo tão segura de si. Achei que aquela não fosse realmente a minha amiga... Contudo, Sakura acertou apenas três vezes o seu alvo porque a muralha do Chouji apareceu, se pondo na sua frente. E contra ele, ninguém podia.

— Vamos, vamos, Sakura, chega! — e ele ainda a empurrou para trás — Se acalme!
— Cho, saia da frente, se não, vai sobrar para você também! — na verdade, naquela época, eles tinham alguns desentendimentos também.
— Qual é Sah, não misture as coisas! — ele disse.
— Então saia da frente e me deixe acertar as contas com essa daí! Ela estava nos ofendendo, e ainda fez fofoca pro Jijy!
— Não se preocupe, Sah, porque amanhã ela será uma nova mulher, não é mesmo? — foi então que eu resolvi fazer minha aparição atrás deles, com as mãos na cintura. Eu aparentava tranqüilidade, mas pus as mãos na cintura justamente para disfarçar que eu tremia — Uma nova mulher, cheia de hematomas e desempregada...

Sakura deu à sua oponente aquele sorriso de triunfo, finalmente satisfeita. Mas ainda assim, ela não ia conseguiu ficar olhando para a cara dela por muito tempo, então, virou as costas e se foi até o banheiro dos funcionários, antes que seu temperamento explosivo explodisse mais uma vez.”

— Por que você demorou a interromper a briga? — a policial me interrompeu.
— Eu te disse! Eu estava chocada com aquela cena! Sakura, no geral, era uma pessoa tranquila e amistosa, mas ela tinha o pavio curto e às vezes perdia a razão. Acho que só estava tentando formular minha opinião sobre o que estava acontecendo antes de interagir, porque, apesar de tudo, ela nunca comprou briga gratuitamente. Sempre havia um motivo.
— Ok. Continue...

“Bom, enquanto ela  encarava aquela figura no espelho, por Deus sabe até quanto tempo, ela não fazia idéia do que acontecia nos fundos do restaurante. Ela tinha duas linhas finas de pele rasgada, com gotas de sangue escorrendo pelo pescoço, e um galo na testa. Fora isso, tenho certeza de que se sentia uma guerreira sobrevivente de uma luta, porque era como se descrevia sempre que se metia numa briga. Mas a verdade é que ela se sentia aos frangalhos, cansada, descabelada, cheia de olheiras e cheirava a peixe frito. Resumindo, ela estava com uma aparência terrível e também detestava aquilo.

Quanto mais ela encarava aquela figura no espelho, mais sua satisfação murchava. E então, para terminar de derrubar seus ânimos, entrei no banheiro com toda minha beleza e feminilidade reluzente e refrescante, dando aquele enorme contraste... Isso, segundo ela mesma, quero dizer. Sakura tinha baixa alta estima, e sempre dizia que eu era uma Deusa perto dela. Eu nunca entendi porque ela não conseguia se enxergar no espelho, porque ela era linda... Bom, na verdade eu sei o motivo. Explicarei isso mais tarde.

— Por Cristo, Sakura... Até quando você vai se meter em brigas desse jeito! Olhe só para você! — então, eu tirei um pedaço de papel  para limpar o sangue do seu pescoço, como se eu fosse a mãe dela. Por que, às vezes, Sakura parecia uma criança emburrada.
— Ela mereceu, e você sabe disso! — ela resmungou, desviando o olhar.
— Jiraya me disse que ela estava te acusando de ter trocado pratos de cinco fregueses essa noite. E ainda disse que você quebrou um copo, e fez o freguês pagar...
— E por que estou com o pressentimento de que você está acreditando nisso? — desconfiou.
— Por favor, né, Sakura. — revirei os olhos — Eu já a demiti, e comuniquei o ocorrido ao meu pai. — enquanto ela lutava contra si mesma no espelho, eu tinha levado a Hotaru até meu pai, e lhe contei tudo. Hotaru confessou o que fez, embora tivesse dito que foi Sakura quem começou a agredi-la fisicamente.
— Você acha que ela pode tentar fazer alguma coisa por eu ter agredido ela? — Sakura perguntou. Na verdade, aquela não seria a primeira vez que a denunciavam a polícia por agressão. Sakura tinha um belo histórico de encrenqueira.
— Vamos torcer para que não... — e então, eu me afastei, a olhando com mais cautela — Você está bem? — por que ela não parecia bem. Quero dizer, apesar da briga e do cansaço...

Ela deu de ombros, afastando a minha mão que ainda segurava o papel, agora ensanguentado  Virou-se de frente para a pia, e lavou o rosto com água corrente, ignorando aquela garota no espelho. O contato com o frio fez os cortes arderem, mas Sakura não soltou um piu sequer. Pegou sua mochila do armário, e tirou o kimono que usávamos como uniformes, trocando-o pela sua calça jeans folgada e camisetão. E deu aleluia por ser sábado, e não precisar trabalhar no dia seguinte.

Como eu disse, por sorte, já tínhamos encerrado o expediente, poupando os fregueses daquele pequeno show de horrores. Depois, ela nos ajudou a terminar de fechar o restaurante. Graças ao Kono Sushi, conseguíamos dividir o aluguel, e ela fazia de tudo para manter seu emprego ali. E não só por isso! Sei que ela seria eternamente grata ao meu pai por tudo o que fez por ela, e jamais o decepcionaria daquela forma como a Hotaru sugeria.

Era uma da manhã quando desligamos as luzes e entramos no fusca velho do Cho, após nos despedirmos do meu pai. No percurso até nosso apartamento, o silêncio reinou, exceto pelo ronco estrondoso do cano de escape do fusca. Ao chegar em casa, morta de fome, ela afanou a geladeira, vendo que o Cho passaria a noite comigo. Mas não foi isso o que aconteceu.

No dia seguinte, ela acordou de ressaca. Ressaca por comer pipoca com coca-cola, isto é. Ela se sentia gorda e vazia ao mesmo tempo. Estava cheia de porcaria no sistema, e em total escassez de nutrientes, porque fora tudo o que comeu na noite anterior. Usando o meu pijama emprestado, ela foi arrastando os pés até nossa cozinha para ver o que havia de bom nos armários. Biscoitos, salgadinhos e pães. Havia uma banana e uvas na geladeira também, que preferiu acompanhar com um copo de leite, e levou tudo para o sofá. Se esparramou sobre as almofadas e ligou a Tv.

Com o controle na mão, foi trocando de canal se sentindo em total posse dos seus atos. Ela tentava se convencer de que tinha total liberdade para escolher assistir o que quisesse; porque, pelo que lhe constava até então, esse era todo o poder do qual desfrutava ali. Ela queria poder dizer não para o Chouji, e ter mais autonomia no nosso apartamento, mas ela sabia como eu me sentiria se fizesse isso, então, ela tentava respeitar nosso espaço. Mas acabávamos ocupando mais lugar do que ela, por causa do meu namorado, e eu realmente não enxergava isso.

Mas ela sabia que estava sendo infantil também, e ela tendia a ser assim mesmo, e se deixou empolgar com um episódio de “Coragem o Cão Covarde” que passava no Cartoon Networks, para distanciar os pensamentos. Era patético o quanto ela se identificava com o cachorro cor de rosa que fugia de tudo. Mas ela ficou ali, vendo aquele desenho animado com uma banana na boca, quando ouviu o carro do Choji estacionar na garagem — indicando que não havíamos passado a noite em casa como tinha pensado.

Nós morávamos num prédio velho e sem porteiro, em um apartamento no térreo, porque o aluguel era mais barato. Era uma caixinha de fósforo, pequena e apertada, mas conseguimos deixá-lo aconchegante do modo que nos sentíssemos em casa, em nosso lar.

Dali, ela pôde nos ouvir abrindo o portão aos risos. E ao entrar na sala, parei na soleira de repente, como se então me lembrasse que ela morava ali. Não fiz isso por mal, sabe?! É só que eu o Cho estávamos nos dando muito bem, e parecia que estávamos chegando em nossa própria casa e, então, a encontro ali, me lembrando de que eu não morava com ele...

Mas aquilo a magoou, apesar de ter feito de conta que estava realmente concentrada na televisão.

— Oi, Sah, como estão as marcas da guerra? — Cho perguntou. Ela deu de ombros — Hum. O que está vendo aí? — então, ele sentou ao seu lado, sem a menor cerimônia. Bom, ele já era de casa e costumava passar algumas noites conosco, por isso não estranhou quando ele foi metendo a mão no seu café da manhã. Mas se incomodou sim com o fato de ele fazer isso quando tinha planos malignos de me levar para longe.
— Com licença, Choji, esse é o MEU café da manhã. Já não basta querer tirar a Ino daqui, você vai levar minha comida também?

Ele a olhou torto, meio surpreso, mas logo fez cara feia para mim, como se me repreendesse por ter lhe contado seu plano de morarmos sozinhos, sem ela. E Sakura olhou para mim com a sobrancelha erguida, esperando por minha resposta. Mas eu me fiz de surda, e apenas dei as costas como se não tivesse ouvido nada. Ela e Cho bufaram.

— Sah, você sabe que eu te adoro, mas um casal precisa de privacidade! — ele lhe disse.
— Privacidade para quê? Para fazer o que vocês já fazem no quarto pela madrugada, achando que eu estou dormindo, quando na verdade ouço todos os gemidos e a cama ranger?

Ele ficou vermelho como um tomate, e me ouviram grunhir do quarto porque ouvi tudo. Eu não fazia ideia de que ela nos ouvia há todo esse tempo!

— Pois então, você sabe o quanto incômodo isso é! — continuou — Não queremos atrapalhar a sua vida, metendo a nossa em sua goela abaixo. Você mesma deve querer mais espaço para si, para fazer o que gosta!
— Não, eu não quero! E não me incomodo com o que vocês fazem! Se quiserem fazer aquilo aqui na sala, no sofá, na minha frente, eu não me importo! Na verdade, se você quiser morar conosco, estaria tudo bem, Cho!
— Mas eu me incomodo, Sakura. Estamos num relacionamento conjugal de dois, não de três!

Ela ficou brava e ressentida. Sentiu-se excluída, jogada num canto como uma bola velha. Se sentiu como um vaso quebrado que não pertence a sala alguma. Com a cara amarrada, ela ainda se levantou para largar as coisas na pia, pisando firme no chão como se marchasse.

— Choji, a resposta é não! A Ino não vai sair daqui, e ponto final! Lide com isso!
— INOOOOOOOO! — também bravo, ele foi até o meu quarto para me dar uma bronca.

Da cozinha ela nos ouvia discutir por sua causa, e com as duas mãos tapou os ouvidos. Mas como nós não iríamos terminar aquela discussão tão cedo, foi até o seu quarto. Tirou o pijama e colocou uma bermuda folgada, com uma jaqueta moletom por cima. Prendeu seus cabelos num rabo de cavalo baixo, pegou o seu skate de trás da porta, enfiou o boné na cabeça, e pôs algum dinheiro no bolso para sair porta afora para correr até perder as pernas pelo caminho.

O dia estava ótimo para suar. O sol brilhava forte, sem nuvem alguma no céu; o vento era fresco, um pouco frio. Estava perfeito.

Ela deu voltas no bairro inteiro em cima do seu skate. Quando se sentia cansada, dava uma caminhada ou sentava em alguma calçada, até se recompor e poder voltar a correr com as rodas. Acho que nunca gastou tanto aquelas quatro rodinhas em toda sua vida. Ela parava em alguns pequenos armazéns que encontrava pelo caminho para comprar garrafinhas de água, e repor o que estava perdendo. Também não almoçou em casa. Deve ter comido um churrasquinho de gato qualquer, numa esquina qualquer. Sakura era assim, sem frescuras, sem medo de se arriscar... E quando as pernas não suportaram mais o peso do corpo, se sentou num balanço, numa pequena praça, há uns bons quilômetros de casa. Ficou por um bom tempo ali, sozinha, vendo alguns pais brincar com seus filhos, ou pequenos grupos de amigos reunidos e conversando. O balanço rangia, e as árvores à sua volta balançavam. O vento frio secou seu cabelo molhado pelo suor, e lhe devolveu a paz no espírito incomodado com aquele dia. Talvez fosse apenas o estresse com tudo o que aconteceu nos últimos dias... Havia apenas seis meses que nos mudamos, e antes disso ela teve alguns outros problemas...”

A policial resolveu me atrapalhar novamente.

— Que tipo de problema, senhoria Yamanaka?
— Com a mãe. A mãe dela havia falecido pouco antes de morarmos juntas. Ela foi diagnosticada com câncer de pulmão...
— Oh... E o pai dela?
— Sakura nunca conheceu o pai.
— Você sabe mais alguma coisa sobre isso?
— Não.

A policial ficou me olhando desconfiada, mas desviei o olhar.

— Você sabe que pode me contar em confidência...
— Eu lhe contarei tudo o que eu julgar necessário para encontrá-la. Mas o pai dela não tem absolutamente nada a ver com o desaparecimento dela, e isso eu lhe garanto. Mas, onde eu estava mesmo? Ah, sim...

“Quando a noite já estava colorindo o céu com seu véu negro, Sakura pegou um ônibus para casa. Mas não conseguiu passar pela nossa porta, com medo de me encontrar com o Cho no sofá — o carro dele ainda estava estacionado na rua, indicando que ele passaria a noite aqui. Mas isso era bobagem dela também, porque eu e ele nunca fizemos nada na sala... De qualquer forma, ela se sentou na calçada, mexendo em pedrinhas no chão, e atirando-as no meio da rua.

Eu tinha ouvido o barulho que ela fez com o skate, ao largá-lo no chão. Ela tinha se sentado, praticamente, embaixo da nossa janela... Então, quando se deu conta, eu já estava ao seu lado.

— Odeio brigar com você. — lhe digo.
— Huuumm.
— Odeio brigar com o Chouji.
— Hum.
— Odeio te ver infeliz desse jeito.
— Rá!
— É sério, Sakura. Sei que não tenho sido uma boa amiga, ultimamente. Essa nossa mudança era pra ser uma coisa boa, positiva, mas sinto que lhe deixei na mão.
— É mesmo?
— Achei que ficar mais perto do Cho, e ao seu lado, seria o suficiente. — eu queria estar ao lado dela, porque sabia que ela não andava muito bem, desde o falecimento da mãe.
— Mas não é. Por que ele é mais importante.
— Ele jamais será mais importante do que você.
— Mas você se casará com ele, e não comigo. — e então, ela começou a agir como uma criança emburrada.

Suspirei.

— Bom, isso é lógico! Mas o casamento não significa tanto assim. Eu jamais diria que ele é mais importante que meus pais, e ainda assim não casaria com eles!
— Ok, retiro o que disse... Eu sei que deixar os amigos de lado é um mal de pessoas em relacionamentos afetivos. É só que...
— Eu sei. — então, eu a abracei com aquele meu jeito fraternal, que eu sabia que ela gostava — Vamos entrar? O Cho fez a janta, e você está fedendo tanto quanto um peixe morto. — ela odiava aquela comparação, dado o lugar em que trabalhamos.

Jantamos juntos, em paz, depois que tomou um banho, é claro. Cho lhe pediu desculpas, com aquele seu jeito meio sem jeito. Um sorriso amarelo, um abraço e um tapinha nas costas. O problema ainda não estava resolvido, mas por ora Sakura resolveu dar uma trégua.”



6 comentários:

  1. Yoo!
    OHOHOHO você voltou. Eu digo que ainda tenho sentimentos indecifráveis por essa fic.
    Vou ser sincera e digo que não amei, mas também digo que gostei.
    Ainda acho que falta algo para que as coisas fluam do jeito esperado,mas acredito que você vai ainda passará por esse obstáculos de começo de fic.
    Só posso dizer que já não sou fã da Sakura porque(desculpe) a palavra ela pareceu retardada.Porém ao mesmo tempo forte.
    Ah apenas continue postando para eu ler! u.u
    KKKKKK
    Kissus Ja ne

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  2. Oi, Rafa!
    MUITO, MUITO, MUITO obrigada pelo teu comentário sincero!!! me ajudou bastante... eu nao tinha reparado que a SAkura tinha parecido infantil (ou retarda, como dissestes iuhauiahi) demais... Mas concordo contigo mesmo.. em parte foi intencional, essa infantilidade dela, mas eu nao queria que fosse exagerado (a ponto de parecer retardada, quero dizer! iuahau)...então, fiz algumas mudanças bruscas no enredo. Já dei uma atualizada aí... se tiver saco para reler, e me dizer o que achou da mudança, agradeço..se não, deixe para o segundo cap mesmo.. ;) isto é, se quiser ler T__T

    Enfim, mais uma vez, MUITO obrigada pela opinião! bjss :***************

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  3. Yoo!
    Hahaha desculpe o uso do termo "retardada", mas simplesmente me pareceu adequado :D
    GOD!Realmente uma mudança bastante brusca e com certeza elevou o ar de suspense da fic.
    Confesso que me surpreendi com o começo com a Ino e policial e fiquei me perguntando se o capítulo tinha sido todo alterado, mas logo fez sentido. Ah também me surpreendi com a narração da Ino.Ficou legal ^^
    A mudança foi positiva e agora tem mistério( adoro o gênero) o que a deixa mais empolgante.
    Ah mais uma coisa(gosto de comentários grandes)na parte final, não sei exatamente onde, tem erro de concordância devido à atualização. Acho que está 'se levantei' uma coisa assim.
    Deu para reparar que sou chata né?! KKK, mas sou uma pessoa do bem ^^
    Espero que poste a fic logo.
    Kissus Ja ne

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  4. ahhh, que bom que melhorou T__T auihauihai na hora que li teu comentário me veio o "click", tipo, bha, ainda nao experimentei fazer no ponto de vista da ino...T_T
    obrigada pelo aviso sobre o erro também...ih, fui olhar lá, e achei um monte de erros do tipo, que deixei escapar! iuhauiahaui mas gosto de pessoas "chatas" assim, atentas aos detalhes! ;)
    acho que ainda posto o segundo cap desse aqui no blog..e dai quando eu estiver com a fic toda ou quase toda pronta, eu postarei no nyah...nao quero me arriscar a postar la mais uma fic que eu nao consigo terminar de imediato...tipo, pretendo finalizar todas, mas acontece as vezes de eu nao conseguir dar continuidade na hora, e precisar da um pause pra respirar outra coisa...T__T e sei bem que essas demoras de atualizações são chatas...:/
    mas enfim, obrigada outra vez pela opinião! :D
    bjss :*************

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  5. Olá, fico feliz que você está com uma nova fic ^^

    Gostei bastante, está muito bem escrita e provavelmente será muito bem desenvolvida.
    Achei interessante, mas o fato da Ino narrar tudo nos mínimos detalhes, parece que ela fica seguindo a Sakura. Eu sei que é ela que conta tudo ao policial, mas me dá a impressão que ela ficou observando a Sakura, digo na parte que ela sai do apartamento, mas não precisa mudar nada não, isso deve ser chatice minha.

    Enfim, vou esperar o segundo capítulo roendo as unhas, está realmente boa ;)

    Beejo

    Gabriella

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  6. Oi, Gabriella!!! Muito obrigada pelo comentário! Eu entendo o que você quer dizer! hehehe..e foi por isso mesmo que no inicio ela diz que vai contar o que sabe com base no que lhe foi dito, e no que ela ouviu do outros...é um pouco dos dois! hauahuahu meio xereta e nao! Mas que bom que gostou do capítulo, querida.
    Talvez amanha eu poste aqui o segundo.
    bjss :*************

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