segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Possibilidades: Capítulo 4

























Esse será o último capítulo que postarei aqui. Já estou finalizando o sétimo..acho que conseguirei seguir adiante com mais esse projeto. T__T



Possibilidades
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Escrito por Amanur
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Capítulo 4
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“Sakura ficou o restante daquela semana infernizando o coitado do Cho, para descobrir sobre o paradeiro do Sasuke. O coitado não agüentava mais ouvir o nome do Sasuke. Mas ele não tinha tido a oportunidade de se aproximar devidamente do cabeludo mais insuportável do planeta, porque o Itachi simplesmente não permitia.

— E aí, cara, há quanto tempo você joga? — Cho perguntou, como quem não quer nada, na sexta feira daquela semana. Eles tinham terminado o treino, e foram juntos até o vestiário.
— Hum... Desde pequeno... — Itachi respondeu, enquanto tirava a camisa.
— Legal... Você joga muito bem. É de família? — Cho tirou a camisa suada também.
— Meu pai é fanático, mas é um perna de pau.
— Oh...
— Cara, mas você é gordo mesmo, hein?! Nunca pensou em fazer dieta? Você já deve sentir dores no joelho... Assim não vai poder jogar por muito tempo, viu?!
— É, é... Eu estou sabendo...

E então, a conversa morreu aí. O Cho nunca foi muito bom em conversar com as pessoas. E no fim, ele acabou desistindo de tudo. De ajudar a Sakura, e de jogar, inclusive. Ele me disse que realmente estava cansado demais, com dores, e não corria muito bem. Me veio com desculpas esfarrapadas de que era lento por causa do peso, mas eu sabia que ele se sentiu meio excluído do grupo de musculosos que estava lá naquele vestiário. Eu xinguei muito ele por isso, por que eu sabia que ele adorava se juntar com os amigos para uma partida. Todo fim de semana ele ia lá, quase que religiosamente.

Sinceramente, as gorduras a mais dele nunca me incomodaram, mas eu via que as vezes ele passava horas no espelho se olhando. Ele se comparava com os outros, e isso me deixava completamente sem saber o que fazer. Mas depois eu descobri que na verdade ele tinha sido, de fato, expulso pelo treinador.

É muito estranho, não? Até então, tudo estava bem, eles jogavam amistosamente, e nunca houve nenhum desentendimento, nenhuma reclamação por parte de ninguém. Então, o Itachi aparece e vem com um comentário besta daqueles, e pronto! Tudo acabado.

Alguma coisa estava acontecendo.

Mas o fato que é com a saída do Cho, o buraco no time ficou maior. Quero dizer, sem piadinhas com meu namorado, mas se antes eles já sofriam com a falta de jogadores, com sua saída, o negócio ficou pior.

A Sah ficou chateada com isso, mas até que levou tudo numa boa. Até demais, para dizer a verdade... Ela, sendo ela mesma, deveria ter xingado o Cho mais do que eu fiz. Mas ela apenas deu de ombros, dizendo “que pena, mas essas coisas acontecem mesmo”, e não falou mais no assunto.

Depois fiquei sabendo também que, na verdade, antes mesmo do Cho ter tido aquela conversa com o Itachi, na quinta feira pela manhã, ela pegou o skate para ir até o bairro vizinho para levar um pacote que meu pai havia lhe confiado à agência de correios. O dia estava tranqüilo, apesar dos carros loucos pelas avenidas... Mas isso nunca a impediu de se meter no meio do trânsito em seu skate. Ela deslizava feito uma cobra por entre os carros, se equilibrando com os braços abertos.

Ela fez a entrega na agência, conforme meu pai a instruiu — pagou pela postagem, e recebeu o recibo do pagamento. Na volta, ela resolveu pegar um caminho alternativo. Nisso, a danada foi correndo a mil pela rua asfaltada, uma descida, e acabou sendo atropelada por um ciclista. Ela voou longe, mas o cara conseguiu escapar da bicicleta sem se machucar. E ao vê-la caída no chão, ele correu até ela.

— Ai, meu Deus, mas que merda... Você está bem? — indagou o dono da bicicleta.

Sakura ralou os cotovelos e o joelho esquerdo. O hematoma na canela se formou na mesma hora. Ela deveria estar toda dolorida, mas só conseguia olhar para o cara a sua frente lhe oferecendo a mão para erguê-la do chão.

— Uhum. — resmungou, pegando na mão dele.
— Droga... Acho que quebrou uma das rodas do seu skate. — ele comentou, vendo uma rodinha longe da prancha.

Rapidamente, soltou a mão dele, e saiu catando as peças soltas para colocar a roda no bolso da bermuda folgada, junto com outra peça quebrada e um parafuso. E então, abraçada ao que restou do skate, ela encarou ele, sem acreditar que tinha encontrado Sasuke daquela forma. Ele estava com roupas de ciclista profissional mesmo, todo equipado com capacete, munhequeiras, joelheiras, roupa colada...

Mas claro que o rapaz ficou meio sem jeito pela forma como ela o encarava. Ele cerrou os olhos, meio desconfiado.

— Vooocêeeeeee... — ele parecia meio hesitante — tem certeza de que não está machucado? — perguntou.

E, então, aquele sujeito masculino dito pela boca dele foi o que fez tudo mudar. Ao invés de tentar corrigi-lo, ela apenas fez que não com a cabeça, e saiu correndo pela rua sem dizer mais nada. Assim, deixando o rapaz sozinho no meio da rua sem entender no que ela poderia estar pensando. Ele não fazia a menor idéia do que aquela maluca poderia estar arquitetando naquela mente perigosa que tinha, na verdade.

Quando chegou em casa, eu perguntei o que tinha acontecido, porque ela estava pálida e toda ralada, e ela disse sim que tinha sido atropelada por um ciclista, mas que estava bem... E só isso. Naquele mesmo dia, ela levou seu skate para concertar, e foi trabalhar como se nada demais tivesse acontecido.

Então, algumas semanas se passaram tranquilamente, tanto em casa quanto no restaurante. Num fim de semana, depois que Sakura tinha saído para dar as suas voltas de skate pelo bairro (aquela mania parecia ter virado costume para ela), o Cho apareceu me chamando para ir com ele no jogo dos amigos dele. Eu nunca fui muito com a cara daqueles almofadinhas, mas tentava não demonstrar isso para ele, porque eu não queria me impor demais na vida dele. E sei que muita mulher tenta dominar seus maridos... Bom, eu não queria ser como elas...

Então, eu fui com ele, já que ele também cedia muita coisa para mim (como ir ao cinema para ver filmes do tipo Crepúsculo!).

Entramos no fusca depois da uma da tarde, e fomos até o estádio. Como sempre, as arquibancadas estavam praticamente fantasmagóricas. Havia no máximo uma dúzia de pessoas sentadas na frente, comendo pipoca. Eu até que estava relativamente empolgada por estar ali com o namorado, porque geralmente, quando a Sakura não queria me acompanhar nem pagando, eu ficava sozinha... Então, sim, eu até estava satisfeita. E o Cho também, porque havia um tempo que ele não via os amigos, e tal...

Então, na hora de começar o jogo, os rapazes entraram em campo, e começaram a chutar a bola para todos os lados como manda o figurino. Para dizer a verdade, eu não estava muito atenta ao jogo, mas olhava para o campo distraída com a cabeça em outro lugar. Acho que eu estava me lembrando que era dia de promoção em algumas lojas do centro, e eu estava de olho em alguns sapatos... Enfim, lá pelas tantas, alguém faz gol e o Cho berra no meu ouvido.

— É GOOOOOOOOOOOOOOOOOOOLLLLL!!!!  — dentre todos que estavam nas arquibancadas, ele era o único a vibrar. Mas só assim, para me fazer cair de volta à realidade, e ver que foi o próprio Sasuke quem tinha chutado a bola, e agora corria para o abraço pelo campo.
— Chouji, mas aquele é o Sasuke! — eu puxei a manga da camiseta dele, para voltar a se sentar ao meu lado.
— Hum... É mesmo? O cara é bom, como o Itachi...
— Tem certeza de que ele não estava presente nos outros dias em que você jogou? — perguntei, enquanto procurava pelo meu celular na bolsa.
— Tenho. Ele é novo no estádio, com certeza. O cara tem presença, eu teria notado.
— Uhum...

Imediatamente, comecei a digitar uma mensagem para a Sakura.

“O Sasuke está jogando. Venha!” — aquilo deveria bastar para ela vir voando feito um foguete.

 No final do primeiro tempo, a turma dele, que jogava contra um outro timeco sem futuro da cidadezinha vizinha, saiu ganhando por 1x0. O intervalo durou trinta minutos, e nada da Sakura responder ou mesmo aparecer. Eu roia as unhas, enquanto Chouji se empanturrava de pipoca que tinha ido buscar na rua durante o intervalo.

Mas foi quando eles voltaram para o campo que a surpresa apareceu. Meus olhos quase saltaram da cabeça, e o Cho quase derrubou seu balde de pipocas no chão.

A cretina estava lá.
Entre os rapazes.
Jogando bola.

— MAS COMO DIABOS ELA FOI PARAR ALI? — berrei mais alto do que deveria, e alguns dos jogadores até me olharam. Menos a maldita.
— Que legal, a Sah vai mesmo jogar! — o idiota exclamou. Eu belisquei o braço dele, porque  ele não deveria apoiá-la nisso. Quero dizer... Será que ela não estava indo longe demais?

E o pior é que ela mandou muito bem na quadra! Fez mais dois gols durante o resto da partida. Bom, eu sabia que ela era boa no esporte, apesar de ter ficado anos sem praticar. Mas jamais imaginei encontrá-la ali, no meio daquele “macharedo” todo! 

Enfim, antes do segundo gol do time veio o momento mais crucial daquela partida.

O time adversário começou o segundo tempo com vantagem, fazendo dois gols um atrás do outro, deixando o placar para 1x2. Aí, Sakura fez o seu primeiro gol, e todos comemoraram o empate. Eu fiquei meio aturdida com tudo aquilo, minha cabeça não funciona muito bem para esportes... E de repente, quando me dei conta, ela estava correndo atrás daquela bola como se sua vida dependesse daquilo. Mas não era a bola redonda preta e branca que corria pelo gramado daquele campo de futebol. Estou falando da bola que um cara chato do time adversário escondia entre as pernas.

Pois é. Ela era a artilheira do time, e o cara estava fazendo marcação acirrada nela. Até aí tudo bem. Mas quando o cara deu aquele carrinho de propósito para derrubá-la (ela chegou a ralar os cotovelos já ralados pelo acidente de skate) e ainda a chamou de bixa, nossa!, Sakura virou um animal correndo atrás de sua presa. Ela simplesmente deixou o jogo de lado para sair atrás dele com todas as sua forças, vigor e energia, deixando os dois times parados no meio do campo os observando.

Foi um vexame total, mas o que mais, alguém com sangue quente, pode fazer em situações como essas? Ele a provocou, e eu imagino que ela já estivesse bastante estressada e nervosa com um monte de coisa que borbulhava na cabeça. E ainda tinha aquele sol desgraçado, queimando o couro cabeludo e fritando os neurônios. O infeliz simplesmente resolveu pegá-la no pior dia!

O cara corria como um rato amarelo, todo borrado de medo, enquanto ela avançava cada vez mais para perto do maldito como um leão faminto. Ela estava furiosa, louca para arrebentar a cara dele. 

Até que Sasuke pulou em cima dela, lhe derrubando no gramado. E ela nem tinha visto desde quando ele começara a correr atrás de si, para detê-la...

— Acalme-se! O cara estava apenas querendo a bola, não a briga! — ele lhe disse.

Os dois foram ao chão como duas panquecas. Mas o peso dele sobre o seu corpo a impedia de se mover e desfigurar a cara do cretino.

— Me solte agora, ou arrebento a sua cara também, Sasuke! — esbravejou, se debatendo contra ele e a grama. Ela estava tão brava que socaria qualquer um, até mesmo ele. E enquanto isso, o outro continuou fugindo em direção ao juiz, e foi se esconder no vestiário do clube. Tsc!
— Você não está pensando direito, e vamos ter que cancelar a partida se você fizer alguma merda, Haruno.

Aí, ela parou de se debater.

— Tá, me solta. — afinal, não podia negar que ela tivesse dado a alma por aquela partida, e não iria pô-la em risco por causa de algum babaca sem culhões. E ainda estavam no segundo tempo, prestes a acabar o jogo, e precisavam de apenas um ponto para vencer aquela partida. Não valeria a pena arriscar tudo por um idiota qualquer.

Eles se levantaram do chão, e o cara que apitava a partida chamou outro em reserva para substituir o rato medroso. A bola começou com o outro time, e um cabeludo chamado Neji, do lado deles, conseguiu marcar o cara que estava com a bola, tomando-a para si. Ele correu com todas as forças em suas pernas, deixando a bola rolar, até conseguir fazer o passe e a bola parar nos pés de um tal de Kiba.

Kiba teve que driblar e voltar alguns passos para trás, longe da goleira, e então passou a bola para a Sakura. Ela correu feito louca pelo campo com a bola nos pés, e chegou a centímetros do gol, mas como o cara não ia deixá-la chutar dentro, passou para o Sasuke, do outro lado, e ele chutou a bola na fé.

Todos viram aquela cena com os corações nas mãos. A bola voou com força total, fez a pequena curva, mas bateu bem no meio da trave. O goleiro tinha se espichado todo, e desviou a bola do gol, mas ele se espatifou no chão como uma banana. Nisso, Sah aproveitou para avançar, e pegou a bola no ar com um carrinho muito bem dado.

Foi golpe de sorte, mas a bola finalmente entrou, sem obstáculo algum, e ela fez o seu segundo gol daquela partida.

— Gooooooooooooooooooooooool! — Sasuke berrou. Feliz, ele foi correndo em sua direção, e a ergueu do chão num abraço mais apertado do que ela realmente aguentava. Mas ela não reclamou, vendo o restante do time se aproximar para aquele abraço comemorativo.

O time adversário, no entanto, ficou a ver navios, de cara emburrada, por que marcaram os pontos que precisavam para ganhar a partida.

O grupo caiu no chão, ainda vibrando a vitória nas gargantas. Algumas daquelas poucas pessoas que assistiam aquela partida nas arquibancadas também comemoraram. Entre elas, eu e Chouji berravam seu nome até perdermos a voz, mais animados do que deveríamos estar, é claro. Foi uma partida emocionante. Pelo menos, para nós dois, por vê-la ali.

Sakura finalmente nos viu, e acenou para nós, sorrindo de ponta a ponta. Nós acenamos de volta, prorrogando o sermão para mais tarde. Seu sorriso estava dividido entre duas felicidades: a de ter ganhado a partida, e de ter conseguido entrar naquela partida...

Sasuke lhe deu tapinhas do ombro, e foi grudado nela até os chuveiros, com o braço em volta do seu ombro.

—... Sério, achei que você ia quebrar o quadril com aquele voou que você deu, cara! — ele lhe dizia.
— Puta merda! — Neji exclamou, do seu outro lado — Tá brincando? Eu gelei! Achei que ele ia se quebrar todo! 
— Ainda bem que você é pequeno... Se fosse maior, como esse aí — Sasuke apontou para o cabeludo, que sorriu em resposta — Talvez o estrago teria sido maior.
— Eu jogo desde pequeno, não se preocupem. — o mais interessante de tudo, foi que até mesmo o tom de voz, ela conseguiu alterar um pouco para parecer mais masculino. Ela simplesmente pensou em todos detalhes.

Enfim, ela deu de ombros, como se aquilo não fosse nada demais. E não era, realmente! Ela não estava mentindo quando dizia que jogava futebol desde pequena. Como eu já disse, ela tinha treze anos quando entrou para o clube de futebol feminino da escola como artilheira do time. A mãe dela já estava muito debilitada por sua doença, e chorava à noite pelo seu sonho de bailarina profissional que a Sah assassinava sem dó nem piedade. Naquela época, elas já brigavam muito pelo seu futuro que a senhora Haruno queria dominar com as mãos. Hoje penso que ela apenas queria o seu bem, e assegurar de que Sakura tivesse um bom futuro como adulta, e não esse fracasso em que se tornou... Quero dizer... Há mais para ser contado nessa história... Mas o que passou, passou, e só lhe restava enrugar com suas lembranças... A mãe dela guardava grandes expectativas para Sah, enquanto tudo o que ela queria era contrariar seus desejos por pura birra. Na verdade, a Sah já começava a ver os problemas de família que sua mãe enfrentava, e se achava no direito de poder escolher o que queria para si mesma. Grande bobagem!, porque ela não previa o futuro, mas sua mãe, por ser mais experiente, o previa muito bem. No entanto, ao invés de ouvir seus conselhos, Sakura passava as tarde andando de skate com seus vizinhos, e conversava apenas com os meninos. O que era estranho, pensando melhor sobre o assunto. Ela se dava muito bem com os meninos, e se julgava boa entendedora do sexo masculino; mas, nunca se relacionou muito bem com eles.

Enfim, ali estava ela, na história de sua vida, rodeada pelo sexo masculino. Não como ela realmente queria, entretanto.

Ela parou congelada quando viu Kiba passar completamente nu. Não que ela nunca tivesse visto um homem nu, mas a situação bizarra a fazia corar pela falta de vergonha na cara. Então, baixou os olhos para fitar os seus pés, percebendo que Sasuke e Neji já estavam tirando as roupas sujas de grama, suor e vitória, também.

Eles não disseram mais nada, e cada um foi para baixo de um chuveiro. De mansinho, como quem não quer nada, ela pegou sua mochila do armário, e ainda pôde dar mais uma checada na traseira do Sasuke, sem acreditar no que seus olhos viam.

Ele tinha se tornado um homem e tanto. As costas largas dele pareciam lhe convidar para abraçá-las, mas se conteve bravamente. Afinal, todos achariam estranho um rapaz abraçar outro por trás, daquele jeito...

Ela jogou a mochila no ombro e deu as costas.
Mas ao chegar na porta de saída, deu de cara com um loiro a encarando. Ele estava a observando o tempo inteiro, das arquibancadas, desde que pôs os pés no gramado. E ali ele tinha aquele olhar; o olhar de quem desconfiava de algo.

— Não vai tomar banho? — lhe perguntou.
— Não... Esqueci-me de trazer uma toalha. — argumentou.
— Hum...

Sem mais, com um meio sorriso forçado, saiu dali o mais rápido que pôde.

E, então, ela nos encontrou no estacionamento a esperando. Nós dois de braços cruzados e cara de poucos amigos.

— Espero que você tenha uma boa explicação para o que fez hoje, senhorita Sakura. — eu resmunguei entre os dentes.”

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