sábado, 16 de fevereiro de 2013

POSSIBILIDADES - CAPÍTULO 3

Acho que esse será o ultimo capitulo que postarei aqui. Já estou escrevendo o capítulo 7... e não pretendo escrever mais 15 capítulos. 

Sinopse: A policia bate na porta de Ino, e diz: Seus amigos, Naruto Uzumaki,
Sakura Haruno e Sasuke Uchiha, estão desaparecidos. Agora, ela precisa voltar ao passado para desvendar aquele sumiço; o motivo e para onde foram. Por que o mistério pode estar no passado de Sasuke, no temperamento explosivo de Sakura, ou nos segredos do Naruto. Mas tudo o que a loira sabia ao certo era que seus amigos haviam se envolvido num triângulo amoroso. O problema é que aquela não era uma relação qualquer; era um triangulo diferente... Em que cada um deles fingia ser o que não eram. Assim sendo, Ino se viu obrigada a expor a intimidade de sua amiga para poder reencontrá-la.

Classificação: +18
Categorias: Naruto
Personagens: Haruno Sakura, Uchiha Sasuke, Uzumaki Naruto
Gêneros: Drama, Romance
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Sexo, Yaoi, Bissexualidade

Fic Sasu X Saku ♥ meio X Naru também. 






Possibilidades
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Escrito por Amanur
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Capítulo 3
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“— O que o Itachi está fazendo ali? Você sabia que ele tinha voltado? — ela me perguntou, intrigada.
— Não, claro que não! Essa é a primeira vez que o vejo também! — respondi.
— E o Sasuke? Onde ele está? — ela chegou a se levantar da arquibancada, e dar umas voltas por perto para ver se enxergava ele em algum lugar, mas acho que ele não estava naquele estádio, naquele dia.

 O Itachi era irmão mais velho do Sasuke. A questão é que ele era do tipo de garoto que precisava se sentir superior rebaixando os outros. Na época da escola ele pegava no pé da Sakura com o jeito meio indelicado dela. Sakura enfrentava o babaca, mas sempre que ele dava as costas ela deixava os olhos enxerem de lágrimas. Mas ali, nem pensamos muito nisso, porque o cara já estava mais velho, e presumimos que ele tivesse amadurecido, sabe, como acontece com todo mundo... Mas então, durante a partida, o vimos derrubar várias vezes um rapaz que, claramente, não se sentia muito a vontade com o jogo. Quero dizer... Ele parecia ser gay, e o Itachi estava de marcação nele de propósito.

— Que babaca! Não mudou nada, o infeliz. — ela resmungou.
— Não dá bola pra ele, Sah. Temos que dizer aleluia por não estarmos mais na época da escola, e ele não tem mais o poder de nos intimidar como antigamente... — eu lhe disse, porque era engraçado ver como quando éramos pequenas, as pessoas pareciam maiores do que realmente eram.

Enfim, Sakura precisou fumar quase que uma carteira inteira de cigarros para conter o nervosismo. E fomos embora para casa, após a partida. Ela ficou em silêncio o tempo todo, e ainda se fechou pelo resto do dia no quarto, mas eu sabia que estava pensando no Sasuke. Eu fiquei meio preocupada por ela, porque a Sakura tendia a se apaixonar com muita facilidade... E se decepcionar mais ainda. Afinal, ela era carente... Mas não toquei no assunto para não pôr mais lenha naquela fogueira, na esperança de que não os víssemos mais.

No dia seguinte, após o meio dia, o Cho passou em casa para nos levarmos ao restaurante para limpar e preparar tudo para a noite. Meu pai tinha feito compras para repor a dispensa que estava quase vazia, e Sakura ficou de organizá-la enquanto eu e Cho arrumávamos as mesas. À propósito, a vizinhança toda reparou na mudança da Sakura, mas ninguém se atreveu a dizer um elogio sequer, porque, como ela era emotiva, tinham medo de ofendê-la mesmo com um elogio...

Meu pai, no entanto, ousou dizer que ela tinha ficado muito bonita, e ela sorriu. O sorriso pareceu verdadeiro, sincero, mas não sei... Bom, depois, ele foi preparar o menu do dia com o Jiraya, e assim, nem vimos o tempo passar. Íamos fazendo as coisas com calma e tranqüilidade, e quando vimos, já estava quase na hora de abrirmos as portas.

Enquanto papai supervisionava o prato com camarões e lulas que o Jijy fazia, Sakura passava pela cozinha com pratos limpos para pôr nas mesas, quando o velho a chamou.

— Sah, experimenta isso. Me diga se o sal está bom e o que acha do tempero. — ele solicitou, já lhe oferecendo uma colher do seu molho.

Era um mistério para nós duas como conseguíamos nos mantermos magras, quando Chouji não conseguia ficar abaixo dos cento de quinze quilos. Bom, ele era alto e tinha “ossos largos” — como gostava de dizer.

—Jijy, eu vou dar um soco na cara de quem não aprovar isso! — ela respondeu — Está maravilhoso! — o velho abriu aquele sorriso, satisfeito com a sua aprovação — Me serve mais, Jijy... Estou morrendo de fome! — ainda resmungou.

Jiraya olhou em volta, sabendo que meu pai não aprovaria aquilo. Mas ele tinha acabado de dar as costas para organizar a recepção. Então, ele serviu uma colherada numa xícara Yunomi, e com um hashi ela foi devorando aquilo às presas. Só que a idiota já estava vestida com a sua Yukata, e quando ouviu o Chouji se aproximar, achando que fosse meu pai, acabou virando a xícara sobre o uniforme.

— Mas que bosta! Não acredito que fiz isso! — ela resmungou. Havia uma enorme mancha de molho sobre a Yukata branca dela.
— Não acredito que você estava comendo sem me oferecer nada! — Cho respondeu, meio sarcástico.

O restaurante abriu as portas às 19horas da tarde, e ela ainda estava em frente ao espelho do banheiro com sua Yukata nas mãos, embaixo da torneira, tentando se livrar daquela mancha. Ela sabia que meu pai iria engoli-la viva se a visse daquela forma, porque além de Yukatas serem caras (e todas elas vieram diretamente do Japão), meu pai era (e continua sendo) perfeccionista. Do tipo compulsivo. Afinal, ele é um legítimo japonês.

— Choujiiii! O quê que eu vou fazer? Essa mancha não quer sair! — ela choramingava.
— É nisso o que dá comer escondido.
— Você não está me ajudando!
— Tive uma idéia... Espere aqui, já volto.

Eu não tinha visto ainda o que eles estavam aprontando, porque me peguei ocupada com o telefone. Meu pai também oferecia serviço de reserva para grupos grandes, dando descontos. Então, naquela noite, eu tinha sido encarregada de fazer as reservas.

E Chouji tinha ido até o armário dos fundos, onde papai guardava coisas que estavam em desuso, e teve a genial idéia de dar a Sakura o uniforme masculino para ela vestir, porque a Hotaru não tinha devolvido ainda a sua Yukata emprestada, e só tínhamos mais um uniforme masculino extra. A roupa para os homens era diferente da Yukata, no restaurante. Eram uniformes de Kyudô (arte marcial japonesa do tiro com arco). Ele consistia em um Kyudo-gi (um tipo de kimono branco), no Hakama (uma espécie de "saia-calça" preta), no Obi (a faixa na cintura) e nos Tabi (meias costuradas, com divisão entre o dedão do pé com o resto dos dedos). Não sei porque meu pai teve essa ideia de diferenciação, porque Yaukatas podem ser vestidas tanto por mulheres quanto por homens... E os Kyudo-gi também... Eu tento não entender meu pai, às vezes.

O negócio ficou meio grande para ela, mas funcionaria por uma noite. Claro que meu pai teve um treco quando a viu daquele jeito. Mas com aquele sorriso amarelo dela, e um pedido de desculpa generoso, dizendo que tinha esquecido sua Yukata em casa, foi o suficiente para ele relevar aquela falta que ela cometia.

Meu pai não era tão rígido quando gostava de parecer... Mas isso só porque ela não confessou que tinha arruinado a Yukata.

E, então, os primeiros fregueses começaram a chegar. Eu, a Sah e o Cho nos dividíamos para atendê-los. E Sakura teve o azar de pegar a dona Tsunade, uma senhora ricaça que pelo menos uma vez por semana vinha jantar no restaurante. E, claro, a velha reparou na troca de uniforme, inclusive o cabelo.

— Deus do céu, não me diz que você quer virar homem! — ela resmungou, quando Sakura se aproximou com o cardápio na mão.
— Não, não quero...
— O que houve com seus cabelos? E não me venha com aquela piadinha mais ultrapassada do que eu, de tirar para lavar...

Sakura sorriu, dando de ombros. Ela era nossa melhor freguesa, e por mais que quisesse, não poderia ser grossa com ela.

— Praticidade. — apenas respondeu.
— E onde foi parar a sua maquiagem, menina? — ela insistiu. Às vezes, Sakura colocava um lápis no olho, rímel nos cílios... E só. Mas também era só porque meu pai insistia muito.
— Eu acabei me atrasando. Não tive tempo.
— E o uniforme?
— Ah, esse, sim, está para lavar. — sorriu.

Tsunade a olhou meio desconfiada, como quem não acredita muito no que ouve, mas cedeu o sorriso e fez o seu pedido.

— Vi lá fora que o prato especial do dia são frutos do mar... Acho que vou querer esse.
— A senhora não vai se arrepender!
— Eu sei que não, querida.
— E para beber? — perguntou, enquanto anotava o pedido anterior.
— Vou querer um Mojito.
— Álcool, numa segunda-feira? A senhora está muito audaciosa, não? — provocou, tentando mostrar que estava atenta à freguesa. Alguns gostam de um tratamento especial.
— Uma noite chuvosa dessas pede para corrermos riscos, não acha? — ela piscou o olho para Sakura, e ela sentiu como se a velha pudesse, na verdade, ver através de si.

Mas isso era impossível, é claro. Ela era apenas uma velha solteirona, cheia de grana, que gastava o que tinha em bobagens e vinha aqui apenas para ter seus momentos de alegria quando Jiraya aparecia em algum cantinho. Então, ela lhe deu as costas para entregar o pedido da mesa 14 na cozinha, e voltar a sondar as outras mesas.

Meu pai já estava na recepção com seus trajes japoneses, como sempre, atrás do balcão de pagamento e informações, enquanto eu, Sah e Cho serviam as mesas. Estava tudo tranquilo, até um carro longo e negro estacionar no local reservado do restaurante. E então, Itachi apareceu, ao lado de uma moça de cabelos pintados de roxo. Ele vestia calça social, e uma camisa branca de botões. Estava elegante, bem com a mulher em seu vestido cinza. Os dois entraram, e deixaram seus guarda-chuvas no armário ao lado da entrada. Em seguida, Chouji correu para atendê-lo.

— Uma mesa para dois? — ele perguntou.
— Sim, para dois. Ainda bem que não sou você, hein, cara. Quando sai, pede mesa para três? Sabe... — ele fez um gesto com  as mãos, indicando o tamanho grande do meu namorado. Chouji apenas suspirou.
— Pois é... Há-há. Grande piada. — ele respondeu, sem a menor empolgação.
— Desculpa, cara. Você sabe que estou brincando, né. — o idiota ainda deu tapinhas nos ombros do Cho.

O coitado apenas forçou um sorriso, olhando para a moça ao lado do cabeludo, se perguntando o que ela viu nele. Mas pensando bem, não era preciso muito tempo para a resposta vir à mente. Quero dizer, bastava olhar o carrão em que ele veio dirigindo...

Enfim, Cho indicou o caminho e disse que voltaria em instantes para levar um cardápio para eles. Mas ele não conseguiria mais olhar para a cara do Itachi, o que foi uma surpresa para nós, já que eles estavam no mesmo time.

— Tsc! Você é um bundão também, hein, Cho. Deixa que eu vou. — então, Sakura tomou o cardápio da mão dele, e se foi pelo salão.

Com o nariz empinado, com cara de poucos amigos, ela se aproximou deles, que conversavam sobre como a chuva tinha estragado o sapato novo dele.

— Senhores, o cardápio. — e então, jogou a caderneta sobre a mesa, de qualquer jeito, na frente dele.

Itachi a olhou meio torto, como quem diz “quem você pensa que é?”, mas não disse nada. Ela esperou que fosse reconhecida, mas Itachi, tranquilamente, começou a folhear as paginas. Ele fazia perguntas para sua acompanhante sobre o que ela queria, enquanto escolhia algo, e Sakura batia o pé, impacientemente.

— Hummm. Vamos ficar com dois Temakis de salmão, e uma porção de Sushis de camarão. — ele disse. Sakura fez as anotações.
— E para beber? — Itachi olhou de relance para ela, com uma cara de desgosto tão indescritível que ela poderia ter cuspido na cara dele. Ele tinha reparado no tom de voz dela...
— Duas doses de saquê importado...
— Mais alguma coisa? — Sakura estava dando o pior atendimento a eles, e a outra moça reparou em como ela parecia de má vontade...
— Não. — ele resmungou.

Aí, ela deu as costas, mas antes do terceiro passo, ele a chamou novamente.

— Ei, rapazola... — ele disse, em tom de deboche mesmo — tem mais uma coisa sim. — então ela se virou para ele, indignada por tê-la confundido por um garoto, sem ser reconhecida — Da próxima vez que atirar alguma coisa na minha mesa, eu dou um jeito para que você nunca mais ponha sua bunda nojenta num restaurante. — e ele ainda teve a audácia de sorrir para ela.

Nossa, a Sakura saiu pisando forte no chão, como se pudesse capaz de provocar um terremoto a cada pisada que dava. Ela ficou furiosa!

Acho que, além das feições infantis ter modificado, e pintar o cabelo de rosa, ele deixou de reconhecê-la principalmente pelo cabelo curto e o uniforme masculino. Quero dizer, ele me viu de Yukata e o Cho com o Kyudo-gi, e deve ter presumido que esse fosse o padrão...

— Eu vou arrancar os cabelos dele! Vou arrancar fio por fio, e fazê-lo engolir cada um deles! — ela dizia.
— E eu que sou o bundão... — Cho resmungou, achando que ela fosse realmente fazer algo. Ela teria feito, se não estivesse no restaurante e em horário de expediente. Ela só não armou o barraco por respeito ao meu pai.
— Deixe que eu leve os pratos na mesa dele. — eu disse, vendo que nenhum dos dois estavam aptos para aquela tarefa. O que era triste, porque eu também não queria ter que atendê-lo. Mas se eu dissesse isso para o meu pai, ele é quem puxaria os meus cabelos por fazer corpo mole.

Mas a resto da noite até que foi tranquila, e nada aconteceu. Eles terminaram de fazer a refeição, pagaram direitinho pelos pedidos, e foram embora sem incomodar mais. A Sakura, no entanto, é quem estava inquieta, batendo o pé, suspirando tempo todo...

Quando fechamos o restaurante, depois de nos despedirmos do meu pai e entramos no fusca do Cho, eu é quem já estava irritada com aquele silêncio dela, e me excedi.

— Pelo amor de Deus, Sakura, diga logo no que você está pensado!
— O Chouji não vai gostar! — ela respondeu.
— Hein? O quê que eu tenho a ver com alguma coisa, garota? — ele indagou.
— Esquece!
— Diga logo! — eu e ele dissemos.
— Tá, tá... Mas não diga que não avisei... Bom, eu quero que você pergunte ao Itachi onde está o Sasuke.
— Quem? — Cho perguntou, totalmente alienado sobre o nosso passado.
— O irmão dele. — eu respondi.

Depois eu expliquei toda a história para ele também, e no fim ele concordou em ajudar a descobrir isso, embora não pudesse prometer nada, pois não fazia idéia de como ele poderia chegar no cara e perguntar sobre a família dele, entende? Eles não se conheciam muito bem ainda, e com aquele começo desagradável, eu não poderia culpá-lo por querer cair fora.

Chouji disse que havia, mais ou menos, naquela época, um mês desde que o Itachi entrou para o time. O cara tinha chegado meio que de pára-quedas no clube, e ninguém sabe ao certo como ele entrou, ou de onde veio... Um dia ele não estava lá, e no outro já estava no meio do campo chutando a bola. Tudo o que sabiam ao certo é que desde que pisou o pé no campo, o treinador deles não era mais o mesmo...”



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