segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Anime: Level E



Título: Level E
Título em Japonês: レベルE
Ano: 2011
Diretor: Katou Toshiyuki
Estúdio: Studio Pierrot, David Production
Episódios: 13
Gênero: Aliens / Ficção Ciêntifica / Comédia / Shounen


Sinopse: Do mesmo autor de YuYu Hakusho e Hunter X Hunter. A Terra foi povoada por milhares de extraterrestres de toda galáxia.Ouji, príncipe do planeta Dogura, cai aqui na Terra e perde sua memória. Ele encontra Tsutsui e conta achar que era um alien,Tsutsui não acredita mas curioso resolve entrar no jogo do Ouji e acaba vendo que Ouji era realmente um alien.

“Nesse exato instante, há milhares de alienígenas entrando e saindo, levando uma vida tranquila na Terra. Espécies pacíficas, espécies agressivas, espécies à beira da instição .. Alienígenas de todos os tipos, desde envolvidos em intrigas internacionais, a crimes comuns, pesquisadores, cada qual com seu interesses diversos. Eles convivem conosco, mantendo um intrincado equilíbrio, e os únicos que não percebem, são os humanos.” — esse trecho acompanha todos os episódios.

Bom, não preciso dizer que o que me chamou atenção para esse anime foi o loiro cabeludo da capa, né? XD E temos dois cabeludos, para compensar o besteirol que vinha pela frente. Pela sinopse, achei que haveria algo mais interessante, mas o anime conta uma historia diferente a cada dois ou três episódios envolvendo o príncipe maluco..

Enfim, Tsutsui é um adolescente japonês que se muda de Tóquio para uma cidade do interior para estudar em um bom colégio que se interessou por ele (que joga basebol). Feliz da vida, por iniciar uma vida de independência, morando sozinho, o guri se assusta com a presença de um estranho de cabelos loiros em seu quarto, usando suas roupas, e que ainda se diz ser um alienígena sem memória! Imagine só!

Um pouco (mas só um pouco!) sensibilizados pela história do alien, Tsutsui e a sua vizinha Miho, filha de um cientista que estuda UFO's, vão atrás de informações para descobrir a identidade do ET, por que não aguentam mais o comportamento bizarro e bipolar do loiro. Tsutsui, principalmente, fica louco para mandá-lo de volta para o seu planeta e fazer com que ele pare de atazanar sua vida com as piadas sem graça do príncipe maluco.

Depois, então, outros aliens vão atras dele, em busca do príncipe que, mais tarde, descobre ser o mais perverso do universo. Mas engana-se quem acha que a perversidade dele seja maligna! Ele apenas fica entediado facilmente, e bolas estratégias mirabolantes para se entreter à custas dos outros.
Sinceramente, eu achei que eu não iria conseguir ir até final, mas consegui. Realmente me diverti com as caras e bocas dos personagens.

E então, temos o Craft (o cabeludo moreno), que é um capitão do Exército Protetor Real, está no seu 10º ano no exécito. Seu objetivo primário é proteger Ouji, mas acaba entrando numa missão de proteger a Terra também. Ele conta com a ajuda de mais dois aliens: Sado (5º ano no exécito) e Colin (1º ano no exécito). O Craft é outro personagem que diverte bastante com seu temperamento de pavio curto, e não aguenta o príncipe caprichoso também.
Apesar de um tanto quanto egocêntrico, é incrível como o protagonista consegue conquistar, mesmo que nos dê vontade de esgoelar ele, em diversos momentos! Ele usa e abusa de tudo e todos ao seu redor, mas na verdade ele é muito esperto! Faz o que a maioria das pessoas, e o próprio Tsutsui, quer fazer: realizar tudo aquilo que ele tem vontade. E por isso, o príncipe e o jogador de beisebol são dois lados de uma mesma moeda: eles querem a mesma coisa — liberdade —, mas o modo como eles lidam com suas responsabilidades é o que faz com que eles entrem sempre em conflito, fazendo de Miho e Craft de gato e sapato! E o príncipe não deixa barato nem para crianças — que usa mais tarde em seus planos!

Eu já assisti outras comédias, mas nada parecida com essa. A mistura de elementos do terror, suspense, romance, esportes e comédia sem deixar que o ambiente shonen se perdesse durante a trama além de enriquecer a obra, torna ela única, por mais incrível que pareça. A presença delas não faz com que uma sobreponha a outra, mas com que complemente de forma criativa o que cada gênero pode oferecer para a história. Apesar do clichê do sangue azul, isto é...

De qualquer forma, assistir Level E foi uma experiência única por abrir a mente para novas perspectivas que a grande maioria das histórias sobre aliens carecem. Eu achei que haveria muita luta e drama, mas não! Houve episódios que realmente me surpreendeu com a temática que trazia. A questão do acasalamento inter-racial, o homossexualismo (e transexualismo — num episódio aparece uma garota que queria ser menino, e o próprio príncipe se veste de mulher em outro), e o fato de que humanos possam conviver pacificamente com outros seres foram um dos elementos surpresa que encontrei. Por que a maioria fala sobre guerras, planos para dominar o planeta, e coisas do gênero...

Mas como eu ia dizendo, o inicio dele foi bastante promissor. E confesso que me assustei ao descobrir que o enredo durava apenas uns três episódios, para depois mudar de história. No total, temos em torno de sete contos que vão se ligando com o passar dos capítulos. E me surpreendi na medida em que novas situações foram apresentadas e resolvidas pelo autor, de maneira tão mirabolante. Eu recomendo para quem gosta de comédias! :D

Ah, não posso deixar de falar sobre o vídeo de introdução! A música é perfeita, e o estilo das ilustrações, meio art-pop, ficou muito bacana. E descobri que a música, Cold Finger Girl, é cantada pela maravilhosa Chiaki Kuriyama!!! A mesma atriz que interpretou a Gogo em Kill Bill! XD
























Um comentário:

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