segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

As Aventuras de Pi




FICHA TÉCNICA
Diretor: Ang Lee
Elenco: Suraj Sharma, Irrfan Khan, Gérard Depardieu, Suraj Sharma, Adil Hussain, Ayush Tandon
Produção: Ang Lee, Gil Netter, David Womark
Roteiro: David Magee, baseado na novela Yann Martel
Fotografia: Claudio Miranda
Trilha Sonora: Mychael Danna
Duração:129 min.
Ano: 2012
País: EUA
Estúdio: Fox 2000 Pictures / Rhythm and Hues



SINOPSE: A história de um menino indiano chamado Pi (Suraj Sharma/ Irrfan Khan), filho de um tratador de zoológico, que se encontra na companhia de uma hiena, uma zebra, um orangotango e um tigre de bengala, depois de um naufrágio que os deixa à deriva no Oceano Pacífico.







Esse aí foi o meu ingresso :D Se alguém aqui ainda não viu o filme e não quiser spoilers, recomendo não ler meus comentários a seguir.
Bom, esse foi o primeiro cinema do ano, e posso dizer com orgulho que comecei muito bem! Fui com o namorado na sessão das 19hr, no shopping Iguatemi, para vermos o filme. Fiquei sabendo dele pela minha irmã, que é meio fanática por animais, e comentou sobre o trailer dele comigo. Aliás, esse trailer é bem enigmático, porque mostra muitas cenas bonitas, mas deixa toda a essência do filme de fora.

Tanto que fiquei meio WTF? O.o quando percebi que o filme tratava de questões religiosas, entre outras crenças (percebam que eu não li o livro!), coisas que não mostram em absoluto no trailer.

O inicio dele é meio chato, meio monótono, cheio de explicações sobre o personagem — explicações que mais tarde vemos sua importância para o filme. À primeira instancia, temos o personagem Pi adulto, muito bem de vida, recebendo um escritor que pretende contar a sua história. Então, é assim que o filme funciona, entre cenas incríveis, e explicações sobre o passado. Logo de início, ele explica o mistério que ronda sobre o seu nome. Piscine Molitor Patel se justificará de modo bem divertido ao longo do filme a sua incomum origem. E então, adentramos mais a fundo no passado de Pi. Logo ele se declara indiano de origem e formação, católico porque gostou simpatizou com a história de Cristo, o homem inocente que se sacrifica pelo erros dos outro, e finalmente muçulmano por graças de Ala. Essa parte me lembra um pouco outro livro que li, ha alguns anos. A viagem de Theo — um garoto que viajas pelas principais cidades religiosas do mundo inteiro, em busca do aprendizado religioso, e que queria entender mais sobre a fé. E essa filme carrega sempre esse teor religiosos, mostrando sua fé em Deus...

Enfim, continuando as explicações sobre seu passado, vemos que o menino é filho dos donos de um zoológico, na Índia, e que por causa das dificuldades financeiras eles vendem o zoológico e decidem se mudar para o Canadá. A viagem é feita por um cargueiro que também transporta a grande maioria dos animais — que seriam vendidos por um valor mais alto na America. Durante o percurso, então, o cargueiro mergulha numa tempestade que encanta Pi — já adolescente. É engraçado (no sentindo da ironia) como ele se encantou com aquela torrente de água que caía, e que essa mesma tempestade encantadora provoca o acidente no navio, fazendo-o perder os pais. Mas poesia à parte, Pi consegue sobreviver em um barco salva-vidas, para logo descobrir que terá que dividir o pequeno espaço com uma zebra, um orangotango, uma hiena e um tigre de bengala chamado Richard Parker, o qual vai aos poucos pondo fim à vida dos outros animais que estão ali.

Só então é que a ação realmente inicia, esquentando o filme e as expectativas. Entre belíssimas cenas em alto-mar, temos mais algumas explicações de Pi adulto... E lá temos um jovem no meio do mar, completamente sozinho com um tigre. As cenas são praticamente todas de tirar o fôlego. As fotografias são impecáveis (como de se esperar da direção de um chinês!).

A trama é complexa, talvez polêmica em alguns aspectos, e justamente pelo seu valor religioso. Enquanto temos a tragédia desenrolando — onde temos Pi tentando marcar seu território, domar a fera, nutrir-se com o mínimo, e cercado por um mundo hostil (peixes estranhos, tubarões, águas-vivas) — Pi invoca com frequência a Deus. Apesar de eu não ser religiosa, eu achei muito legal essa questão, porque é real, é poético, é trágico, é mágico, e passível a muitas discussões. As cenas, o cenário, os animais e a música, tudo evoca essa atmosfera meio mítica, misteriosa, e ao mesmo tempo assustadora.


E para fechar com chave de ouro, o autor nos deixar com aquela dúvida: o que foi verdade e o que não foi? Devemos acreditar em histórias comuns, ou em nossos sonhos de criança? Por que, de certa forma, aquilo tudo pode ter sido sua maneira de superar sua tragédia, né?

Só posso dizer que agora fiquei com mais medo ainda de entrar no mar! T__T iuahiauhui. Ah, uma curiosidade interessante, é que o ator não ficou em momento algum sozinho com o tigre. O verdadeiro animal apenas foi solto nas cenas em que ficou na água. Mais de 50% do filme foi feito em CG. :)



Nenhum comentário:

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...