segunda-feira, 2 de abril de 2012

Livro: Édipo Rei


I.S.B.N.: 8525409146
Altura: 18 cm.
Largura: 10,5 cm.
Profundidade: 0,7 cm.
Acabamento : Brochura
Edição : 1
Idioma : Português
País de Origem : Brasil
Número de Paginas : 108

Sófocles (495 a C.) - 406 a C.), nasceu e morreu em Atenas, na Grécia, e foi um dos maiores intelectuais da antigüidade clássica. Autor prolífico e consagrado em seu tempo, produziu cerca de 120 peças das quais restaram conservadas apenas 7, entre as quais, Antígona, Ajax, Electra e Édipo Rei, talvez a mais célebre de todas as tragédias. Atormentado pela profecia de Delfos, de que iria matar o pai e desposar a mãe, Édipo tenta - inutilmente - fugir de seu destino...


Este é um clássico da literatura ocidental. A peça de Sófocles é considerada uma das mais perfeitas tragédias da Grécia Antiga, que trata de uma parte do mito de Édipo. Esta é uma de três célebres peças cujo cerne é a família de Édipo, descrevendo eventos com mais de 8000 anos aos narrados em Antígona e Édipo em Colono. É, inclusive, considerada por Aristóteles, em sua obra Poética como o mais perfeito exemplo de tragédia grega. Além disso, o mito de Édipo Rei é um dos pilares da psicanálise clássica. A definição do Complexo de Édipo. 

É impressionante notar que, mesmo sendo escrita anos antes mesmo de Cristo, o texto se mantém atual. Quero dizer, os conflitos, os dramas, as indagações, os temores... tudo o que a personagem sente é perfeitamente compreensível ainda atualmente. Afinal, problemas com incesto e assassinatos são comuns até hoje.

Édipo é rei de Tebas. A cidade está com problemas, e para trazer a paz ao seu reinado, ele precisa descobrir quem é o assassino de Laio, seu antecessor do trono. Para isso, ele conta com a ajuda de oráculos dos deuses, que lhes dizem que somente a morte do assassino tratá a felicidade de volta ao seu reino.  Eis, então, que Édipo descobre. Ele próprio é o assassino. Quando era mais jovem, vindo de outras terras, Édipo, sem querer, cruzou o caminho de Laio — este que o escorraçou. Irritado, indignado com a falta de humanidade daquele homem que gozava de tanta riqueza mas nenhuma sensibilidade, Édipo o mata. Mais, tarde, vem a conhecer Jocasta. Uma mulher incrível, com quem se casa, e torna sua esposa e mãe de seus filhos. Édipo se torna guerreiro, e ganha o trono de Tebas. Tudo isso sem saber quem era Laio. Anos se passa até receber a ordem de matar o assassino de seu antecessor para restaurar o ordem. Quando tudo descobre, mais desgraças caem sobre sua cabeça. Édipo descobre que é vítima de uma maldição. Ao nascer, os oráculos teriam dito à sua mãe que a criança mataria aos pais. Temerosa do futuro que ainda não chegou, ela manda matar o próprio filho. Mas o encarregado de tal tarefa não o faz. Entrega a pobre criança à um casal de pastores (ou lenhadores). E Édipo, que cresceu em outras terras, ao retornar para casa, se casa com a própria mãe, aquela quem lhe deu o ventre para os filhos... E agora, como Édipo fica diante tamanha vergonha? O que ser daquele pobre e infeliz rei, que há pouco tanto gozava da plena felicidade entre seu povo e casamento?

Fiquei na dúvida se Édipo sempre soubera da sua maldição. Talvez uma segunda leitura me esclareça a dúvida. Mas é uma ótima estoria de investigação, onde Édipo, temeroso da verdade, leva até o fim, até que tudo esteja esclarecido. Ele é digno como um rei deve ser, por mais que o triste final possa lhe ser, até mesmo, a própria morte, ele não desiste da verdade. Há uma necessidade vital por conhecer suas origens, saber quem ele, de fato, é. E Jocasta, coitada, que sofre em silêncio. Aceitou o próprio filho dentro de si, talvez, como punição por mandar matar o próprio filho. Mas quando a vergonha vem à conhecimento público, tira a própria vida no enforcamento. E Édipo, que acredita que nem mesmo a própria morte seria castigo suficiente, profana os olhos, e pede exílio. Solidão é o melhor dos pagamentos para seus pecados. 

É uma estória trágica, realmente. E muito bonita. A busca pelo saber quem é, é o que mais me chamou a atenção. E dentro de todos os acontecimentos, Édipo se mostra homem digno, justo, que reconhece seus erros e não tem medo de pagar por eles.

"Rejeitar um amigo leal é na verdade privar-se de uma parte da própria vida, isto é, daquilo que mais se preza." — adorei essa frase.

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