domingo, 22 de abril de 2012

Filme: A Casa dos Sonhos



Título no Brasil: A Casa dos Sonhos
Título Original: Dream House
País de Origem: EUA
Gênero: Suspense
Classificação etária: 14 anos
Tempo de Duração: 92 minutos
Ano de Lançamento: 2011
Estréia no Brasil: 04/11/2011
Site Oficial:
Estúdio/Distrib.: Warner Bros.
Direção: Jim Sheridan
Elenco: Daniel Craig, Naomi Watts e Rachel Weisz


Sinopse: Uma família se muda para uma pequena cidade em Connecticut e descobre que uma mãe e suas duas filhas foram assassinadas na casa onde os recém chegados atualmente moram. As mortes foram causadas pelo marido, que está vivo e pode ser uma ameaça aos novos moradores.

Eu estava com um pé atrás para assistir ao filme. 
Pela sinopse, eu acreditava ser mais um filmeco de terror, onde a família se muda para a casa dos sonhos deles, e lá eles entrariam em conflito com o passado que a casa carrega — temos muitos filmes com essa temática por aí. Além disso, vi que a crítica estava falando mal da pelicula; havia ainda a notícia de que o diretor pediu para que seu nome fosse retirado do filme, por que possui furos no roteiro, problemas de edição mal-feitas... etc, etc, etc...

Mas me encantei com o poster! Achei muito massa, e foi o que me atraiu, como acontece na maioria das vezes, no meu caso. Hehe... Sem falar que adoro a Rachel Weisz, acho ela ótima atriz. Então, fui ver o filme com o namorado. :D

Mas me surpreendi. Não só com o tema, como com o desfecho. Comecei a ver o filme achando que era uma coisa, para perceber que era outra. Só não sei dizer se a surpresa foi boa ou ruim. Acho que vou ter que contar a moral da estória para que meus comentários se façam entendidos... mas vou fazer o meu possível para dar o mínimo de informações reveladoras...

Mas vamos lá. Bom, no início temos a personagem Will Tanton (interpretado pelo Daniel Craig) deixando o maravilhoso escritório em que trabalhava como editor de livros para se dedicar mais à sua família. Ele é apresentado como um workaholic, detestado por muitos dos seus colegas de trabalho que faziam festa pela partida dele. E na porta de saída, ele encontra uma senhora, que é apresentada como se fosse a chefe dele. Uma mulher de feições suaves e gentis. Antes de dar as costas para o prédio, ela entrega a Will um pequeno cartão com seu número e telefone. 


E então, ele aparece em sua nova casa, localizada numa cidadezinha pequena, onde todos parecem se conhecer. A partir dai, o filme se foca na relação do Will com sua família. Ele tem uma bela e amorosa esposa, e duas filhas muito fofas. O filme fica por um bom tempo nessas cenas sentimentais, talvez para cativar o público com a relação deles. Mas enquanto isso, algumas coisas estranhas vão sendo descobertas, que parecem fazer parte da família que morava anteriormente na casa. Até que, lá pelas tantas, uma das meninas relata ter visto um homem do lado de fora da casa. Mais tarde, Libey (interpretada pela Rachel), a esposa do Will, encontra um homem vigiando a família ao longe. Will tenta ir atrás dele, mas não obtém sucesso. 

Intrigado, então, ele vai atrás de informações. Ele recorre à polícia local, e pede por informações sobre o que se passara com a família. Mas eis que, para surpresa tanto dele quando de Libey, os oficiais resistem à ajuda-los. Aí, começa o mistério. Por que não querem ajudá-los? O acontecera com a família? Quem é o assassino?

Pois é, através de um grupo de adolescentes que invadiam o porão da casa para rituais e orações pelas mortes, Will descobre que a família anterior havia sido assassinada na casa pelo marido, que estava a solta pela cidade.


Ele descobre o nome do cara, e também que ele era residente numa casa psiquiátrica. Aos poucos o inicio do filme se une à ponta do meio, e tudo começa a fazer mais sentido. Vemos que as coisas não eram o que aparentavam ser. Além disso, percebemos que o título se refere ao inconsciente da personagem, e não à casa em si.

Enfim, a partir daqui eu estaria contando os detalhes cruciais da estória. Resumido superficialmente o restante, Will descobre quem é o assassino e percebe que é vitima de um crime que havia sido cometido parcialmente por engano.

Vi gente criticar negativamente a personagem do Daniel que, muda drasticamente de uma hora para a outra. Bom, eu não diria que foi de uma hora para outra, sem explicações. Achei natural a mudança dele ao descobrir que era peça importante de um quebra cabeças criminoso. É claro que, numa situação daquelas a pessoa fica mais séria! O único ponto negativo que eu daria seria para o desfecho. A partir do momento em que a trama é revelada para o espectador, as coisas acontecem rápido demais. Acho que eles poderiam ter se focado um pouco mais na loucura do Will, antes de encerrar a trama. Acho que poderia, inclusive, ter mantido o suspense e as respostas para o final apenas. Tudo foi revelado muito apressadamente...

Também vi gente comparando o enredo com o Filme do Stanley Kubrick, O Iluminado. Uma família que se isola numa casa, e começa a ver coisas, onde lá pelas tantas o marido surta... Talvez houvesse mesmo uma influência do Kubrick no filme, talvez ele tenha sido com a intenção de fazer o mesmo sucesso que o outro... mas as diferenças são notáveis também.

Acho que o filme poderia ter se focado mais nos sentimentos das personagens também. Achei isso um tanto superficial. Percebemos que houve a intenção, mas faltou tempo porque tiveram pressa em encerrar o filme.


Quanto à atuação, não posso falar muito por que ando muito critica à isso. A Rachel foi ótima. Já a Naomi, além de aparecer pouco, achei fraca. Ela me parece  fazer sempre papel de mulher indefesa, fraca. Talvez seja as expressões que ela sempre usa... não sei. E o Daniel foi meio termo. Algumas vezes ele foi bem convincente, algumas outras nem tanto. Ele parecia meio apático em algumas cenas, no qual acredito não ter sido intencional. 

Enfim, eu diria que é mais um filme para matar tempo... Não é todo ruim, mas nem de longe chega a ser maravilhoso.

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