segunda-feira, 2 de abril de 2012

Brasil e Literatura


Acho que não vou chocar ninguém se eu disse que para os gringos, ainda somos vistos como o país do Carnaval, da floresta amazônica, do futebol e do samba, certo?


Bom, em termos sócio-econômico, é isso mesmo o que acontece. Infelizmente. O Jornal do Comércio publicou uma matéria interessante sobre a literatura brasileira. 

"No imaginário do europeu, o Brasil é cada vez mais associado à ideia de uma jovem democracia em franco desenvolvimento, de uma nova fronteira econômica. As velhas concepções sobre a nação do carnaval, do samba, do futebol, entretanto, ainda têm força descomunal quando se fala de cultura. Na literatura, esses estereótipos se revelam na expectativa do público, ainda em busca de autores que falem de “temas brasileiros” e exóticos, como a pobreza extrema, a violência, as contradições sociais.

Para os jovens escritores que se lançam no exterior, é um desafio provar ao leitor que há uma literatura universalista no País. Este é de certa forma o objetivo de seis escritores convidados pelo Itamaraty e pela Fundação Biblioteca Nacional a representar o Brasil no Salão do Livro de Paris de 2012, em curso neste momento na capital.

Depois de dois anos longe da feira, um dos maiores eventos culturais da Europa, o País tenta atrair atenções para sua literatura, sugerindo ao leitor europeu que sua produção vai além dos best-sellers de Paulo Coelho e dos clássicos de Machado de Assis e Clarice Lispector.

"A ideia é que marquemos presença, que a nossa literatura saia de seu cantinho e mostre que fala para todo mundo, que não é só pitoresca; é também universal”, explica Simone Dias, chefe do setor cultural da embaixada em Paris e uma das articuladoras da volta do Brasil ao salão."


Para ler o restante da matéria, basta clicar no link acima. 

Bom, para quem não sabe, a literatura é dividida em duas classificações. A universal e a regional. A primeira é aquela em que a estória não trata de um tema específico geográfico — como grande parte da literatura brasileira é. Essas estórias que andam no topo da lista dos best-sellers são universais, porque não tratam de uma história de um lugar específico. Não exige do leitor um conhecimento prévio sobre geografia e história de um país. São 100% fictícios. Deu para entender? Acho que essa não é o conceito mais correto, mas só para que vocês saibam diferenciar... E a regional, portanto, é aquela em que o autor faz citações, ou referências a um lugar mais específico. Como os Contos Gaúchescos de Simões Lopes Neto, que trata unicamente sobre nossos pampas gaúchos e toda a cultura do Rio Grande do Sul. Ou, seja, é preciso familiaridade com os termos usados na região para entender o que o autor está dizendo. E necessário conhecimento sobre a região e a cultura gaúcha. 

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