sábado, 24 de março de 2012

Filme: Monstro em Paris



Un monstre à Paris (2011)
Duração: 90 min 

Gênero: Animation | Adventure | Comedy
Diretor: Bibo Bergeron
Escritores: Bibo Bergeron, Stéphane Kazandjian (screenplay)
Elenco: Mathieu Chedid, Vanessa Paradis and Gad Elmaleh



Sinopse: Ambientado em Paris no ano de 1910, um monstro vive enclausurado em seu jardim, onde alimenta o amor por uma bela e jovem cantora. 

Bom, ignoremos essa brilhante not sinopse. Como podem ver pela imagem acima, se trata de uma animação. Uma animação francesa, onde todas as personagens falam inglês. Sei lá, acho que teria ficado melhor se a dublagem das personagens fosse, originalmente, francesa também. Além de mais condizente e verossímil, teria dado um charme maior à obra, já que o filme todo mostra aquela atmosfera romântica francesa do início do século passado. Mas acho que estavam mais preocupados com a comercialização da película. Infelizmente. 

Enfim, a estória é ambientada em uma Paris, por volta de 1910, de acordo com a sinopse. Nessa época, Paris ainda era influenciada pelo movimento da "arte nova" (ou Art Nouveau). E agente vê bem isso em umas das cenas em que aparece um cartaz super parecido com as obras do Alfons Mucha (estudei, e me apaixonei por ele no curso de história do design gráfico, na faculdade). Aliás, já no inicio do filme, aparecem as evidencias do Art Nouveau, nos arabescos das molduras das filmagens (quem viu, deve saber do que estou falando). 

Na primeira parte do filme, vemos um pequeno e sonhador projetor de filmes, Emilie. Ele é uma daquelas personagens desengonçadas e atrapalhadas, que se mete em confusão. Mas ele é tímido, romântico, e é apaixonado pela moça da bilheteria do cinema em que trabalha. Ele tenta conversar com ela, chamá-la para sair, mas não consegue. E então, aparece Raoul, seu melhor amigo. O cara é daqueles tipos que se acha o mais esperto do mundo, mas é mais tapado do que uma mula. No entanto, ele tem um bom coração, e tenta ajudar o amigo em seus problemas amorosos. Só que, claro, ele acaba metendo o pobre Emilie numa confusão maior. Ah, abrindo um parênteses aqui, o Emilie me lembra aquele anão do pote de ouro, no final do arco-íris com aquelas roupas toda verde. Ainda por cima, ele é baixinho. Não consegui captar algo que referenciasse isso, ou se foi apenas mera coincidência. Mas se alguém viu e quiser compartilhar, o comentário será muito bem vindo. :)

Mas, voltando, lá pelas tantas, eles vão até a mansão de um cientista maluco entregar um pacote. Contudo, o cientista estava viajando, e deixou seu macaco bem treinado para recebê-los. E aí está algumas das cenas que se propõem a serem as mais engraçadas. O macaquinho se comunicava sempre com bilhetinhos engraçadinhos, mas era sempre ignorado pelos dois amigos que, curiosos, invadem a mansão para bisbilhotar o que o cientista fazia. A mansão era algo totalmente "fora da casinha". Parecia uma floresta onde havia, até mesmo, uma sequoia. Só que sequoias são árvores milenares, absurdamente gigantescas. Ou seja, impossível de se ter uma dessas em casa!!! 

Continuando... Os dois bisbilhoteiros encontram o laboratório do cientista, e resolvem brincar com os produtos químicos espalhados pelas mesas e armários. O maquinho bem que tentou evitar a confusão, mas não deu. Raoul faz caca, misturando o que não devia, e a explosão acontece. E aí vem a parte que não faz muito sentido. A explosão foi meio catastrófica, parecia ter atingido toda a mansão. No entanto, o único afetado foi a pulga do macaco

Uhum.

Hauhauahau. Eu ri disso, mas enfim. Não vou contar o resto, para não entregar toda a trama a vocês, até porque esse é um filme que recomendo aos que gostam de animações. Eu senti um que houve "q" de a Bela e a Fera, em alguns pontos. O monstro terrível, que assustava a  cidade, se apaixona pela jovem cantora que fazia sucesso no momento. E a jovem, encantada com as capacidades sensíveis da pulga, simpatiza pela pulga. Mas, calma, não há zoofilia aí! Hehe. Depois, vi que filme queria passar uma outra mensagem ao público. Às vezes, a criatura mais ignorada, mas esquisita (talvez, fazendo uma analogia aos que sofreram bully, ou os considerados "feios"), podem ser as mais humanas, mais sensíveis dentro do grupo dos "aceitos" pela sociedade. Há uma cena em que vemos com bastante clareza o sofrimento da pulga por não conseguir se encaixar no grupo por sua aparência (assustava toda a população parisiense), e que se enquadra perfeitamente. Apesar do conceito de Bully ser novo, ele sempre existiu; inclusive em séculos passados.  Portanto, acho que é muito válido, sim.

É um filme com uma temática clichê, realmente é, mas acho que vale muito a pena ver o trabalho do Bergeron (criador de Shark Tale e do Caminho para El Dorado). Houve um estudo belíssimo de cores, composição, fotografia, e sonorização, que tornam a obra única. 

Além disso, olha só que bacana, a Vanessa Paradis (a esposa do maravilhoso Johnny Depp, ou ex-esposa...não sei, li boatos de que eles estavam se separando) é quem dupla a mocinha do filme. E, inclusive, canta. Digo que é bacana, por que eu nunca tinha ouvido a voz daquela mulher, e fiquei com cara de paisagem quando soube que era ela (vi o filme sem saber). E admito que fiquei boquiaberta. A voz da mulher é muito bonita mesmo. Mas fui ver no youtube algum vídeo dela, e já não curti muito as músicas que ela canta... Mas talvez algum vocês que não conhecem, goste do estilo dela. ;)

Bom, abaixo estão imagens do filme, misturadas aos conceptart. Vejam que houve um trabalho de ilustração de todas as cenas. Depois do Storyboard, é acertado as cores, há melhoramentos, detalhamentos do cenários e personagens, para, então, depois de tudo acertado, serem digitalizadas e passados para o 3D. Nos sites: Conceptart Blog e Minimania, vocês encontram mais imagens. ;)


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