quinta-feira, 22 de março de 2012

Em 1832, morre Johann Wolfgang von Goethe


Para encerrar os posts do dia, preciso comentar sobre essa personalidade, um dos caras mais geniais. Goethe está, inclusive, no ranking das 10 pessoas mais geniais do mundo, avaliados pelo Guinness, e colocado em sétimo lugar. Mas, a verdade é que poucos sabem e poucos se importam com quem foi Johann Wolfgang von Goethe.

Johann Wolfgang von Goethe (Frankfurt am Main28 de Agosto de 1749 — Weimar22 de Março de 1832) foi um escritor alemão e pensador que também fez incursões pelo campo da ciência. Como escritor, Goethe foi uma das mais importantes figuras da literatura alemã e do Romantismo europeu, nos finais do século XVIII e inícios do século XIX. Foi um dos líderes do movimento literário romântico alemão Sturm und Drang. De sua vasta produção fazem parte: romances, peças de teatro, poemas, escritos autobiográficos, reflexões teóricas nas áreas de arte, literatura e ciências naturais. Além disso, sua correspondência epistolar com pensadores e personalidades da época é grande fonte de pesquisa e análise de seu pensamento. Através do romance Os Sofrimentos do Jovem Werther, Goethe tornou-se famoso em toda a Europa no ano de1774. Mais tarde, com o amadurecimento de sua produção literária, e influenciado pelo também escritor alemão Friedrich Schiller, Goethe se tornou o mais importante autor do Classicismo de Weimar. Goethe é até hoje considerado o mais importante escritor alemão, cuja obra influenciou a literatura de todo o mundo. 

Em meio às suas obra polimorfa (obras que eram muito distintas uma das outras) vale o que o próprio Goethe dizia das suas poesias: são "ocasionais", isto é, ligadas aos acontecimentos de sua vida e a experiências pessoais, de modo que não é possível separar as obras e a vida. E essa é uma das características apontadas pelos estudos da literatura até hoje, onde se diz que a escrita literária deve sair do autor sem pretensões. É algo que está dentro dele, e necessita sair. Mas para que seja autentico, é preciso que tenha a ver com a experiência do escritor. Mas experiência, não no sentido de prática. Experiência no sentido de vivência.

Não encontrei informações sobre a causa da morte dele, infelizmente. Mas imagino que tenha sido por causa naturais, ou alguma doença. Vi que durante os últimos anos de sua vida, ele sofreu com algumas complicações, por isso aposto mais na possibilidade de doença.

Peguei do Wikipedia a seleção de obras dele. Confesso que não li nada sobre ele ainda, mas pretendo começar a pôr os olhos em obras clássicas este ano. Aliás, com a faculdade, serei "obrigada" (entre aspas, pois farei com gosto, com prazer) a fazer isso. Já estou de olho em Fausto e Os Sofrimentos do Jovem Werther. 

Dramas
Götz von Berlichingen (1773)
Clavigo (1774)
Egmont (1775)
Iphigenie auf Tauris (1779)
Torquato Tasso (1780)
Fausto (1806)
Romances e novelas
Os Sofrimentos do Jovem Werther (1774)
Os Anos de Aprendizado de Wilhelm Meister (1795)
As Afinidades Eletivas (1809)
Épicas
Hermann e Dorotéia (1796-1797)
Poemas
Prometheus (1774)
O Aprendiz de Feiticeiro (poema) (1797)
Escritos científicos
Teoria das Cores (1810)
Prosa autobiográfica
Aus meinem Leben. Dichtung und Wahrheit (1811-1833)

Uma taça cheia, bem lavrada,
Segurava e apertava nas mãos ambas,
Ávido sorvia do seu bordo doce vinho
Para, a um tempo, afogar mágoa e cuidado.

Entrou o Amor e achou-me sentado,
E sorriu discreto e sábio,
Como que lamentando o insensato:

«Amigo, eu conheço um vaso inda mais belo,
Digno de nele mergulhar a alma toda;
Que prometes, se eu to conceder
E to encher de outro néctar?»

E com que amizade ele cumpriu a palavra!
Pois ele, Lida, com suave vénia
Te concedeu a mim, há tanto desejoso.

Quando estreito o teu amado corpo
E provo dos teus lábios fidelíssimos
O bálsamo de amor longo tempo guardado,
Feliz digo eu então ao meu espírito:

Não, um vaso tal, a não ser o Amor,
Nenhum deus o formou ou possuiu!
Formas assim não as forja Vulcano
Cos martelos finos e sensíveis!
Pode Lieu em frondosos outeiros
P'los seus faunos mais velhos e sagazes
Fazer pisar as uvas escolhidas
E ele mesmo presidir ao fermentar secreto:
Bebida assim não há desvelo que lha dê!

(Johann Wolfgang von Goethe, in "Canções"
 )

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