sábado, 28 de janeiro de 2012

Escrita Criativa

Ah, e vejam que bacana o que encontrei por acaso (eu estava catando a foto do macaco quando esbarrei nisso T_T). 

Parece que há concursos de criatividade em Portugal para alunos de várias escolas. O Grande c. Eles, inclusive, (se tiver alguém de Portugal lendo o post) estão com inscrições abertas até dia 30 de Março de 2012. 

De acordo com o site, há sete categorias em que os aventureiros podem participar:

:: Música (com as sub-categorias Instrumental e Canção [melodia letra]);
:: Letra;
:: Design de Capa (com as sub-categorias CD/Disco; DVD; Livro; Jogo ou Revista);
:: Vídeo (com as sub-categorias Videoclip, Documentário e Curtíssima);
:: Fotografia (com as sub-categorias Retrato; Paisagem; e Crónica Fotográfica);
:: Escrita Criativa (com as sub-categorias: Conto; Ensaio, Poesia ou Teatro)
:: Media (com as sub-categorias: Generalista; Desporto; Moda; Artes e Espectáculos; Viagens ou outros).



Se eu morasse lá, e ainda fosse estudante, me inscreveria, com certeza T_T.

Bom, mas voltando ao assunto, em 2009 (pelo menos é a data de publicação do vídeo no youtube), a escritora e jornalista Alice Vieira deu algumas dicas para quem deseja se aventurar na ficção.



Bom, o vídeo é em português de Portugal, naturalmente. Mas resolvi trazer para cá algumas das dicas que ela deu, adaptando para o nosso português tupiniquim, e deixei alguns comentários meus entre parênteses que julgo pertinentes.


:: Nunca comece um texto do “nada”. Arranje sempre uma situação inicial e, a partir daí, tente escrever uma série de acontecimentos que se vão completando. Por exemplo: imagine uma sala, onde existem umas escadas. A certa altura, abre-se uma porta e uma pessoa entra. Depois podemos imaginar o que acontece, e assim sucessivamente.

:: Não escreva estórias com palavras grandes e muito importantes, como a amizade, a solidão ou a liberdade, mas sim sobre temas mais concretos, tal como o teu colega da escola, aquilo que se viu atravessar a rua, o que te aconteceu ontem. (eu, particularmente, discordo desse item em parte...Não vejo problema algum em escrever sobre a solidão, liberdade e etc, desde que relacionado a uma personagem. Realmente, falar puramente da solidão em si, acho que é algo para filósofos e psicólogos. Se falarmos muito sobre isso, corremos o risco de escrever argumentos fracos, vazios.)


:: Escreva muito e leia muito, sem pressa, para que as tuas estórias fiquem fantásticas e muito conhecidas, porque só com bastante treino que se consegue evoluir. (e assino embaixo!)

:: Não confia logo no que escrevemos de primeira, porque nunca sai bem. Escreva e reescreva as vezes que for preciso até ficar ao teu gosto. (isto é absolutamente correto! Jamais se apressem na escrita, apenas pela vontade de postar e ler comentários. Só o façam quando acharem seguros, ou quase, de si. Particularmente, acho meio difícil algum escritor estar 100% do que escreve. Sempre fica uma dúvida... )

:: Tenha cuidado com os adjetivos! Use só os que são necessários. Por exemplo: se escreve “Está um dia lindo” pode ser mal interpretado(a). Estará um dia lindo para quem? Provavelmente está um dia lindo para quem gosta de sol, mas para aqueles que gostam mais de chuva, o sol não é um dia tão lindo quanto achamos. Aquilo que é belo, bonito ou engraçado para ti, pode não ser tão belo, bonito ou engraçado para um amigo teu. (acho que há controvérsias no exemplo dela. Porque se eu escrevo que o dia está bonito, estou dizendo que ele é bonito para o narrador. Não estou escrevendo o que o leitor acha! Mas que o cuidado com adjetivos é importante, isso é! Nunca ponham adjetivos demais, mas cuidado para não pôr de menos. Ou você torna a leitura muito cansativa, ou muito pobre em informações.)

:: Experimente fazer um exercício de descrição de um objeto ou um quadro, porque isso ajuda a não divagar pelas ideias e a ser mais concreta no que estamos escrevendo. (ótima dica!)

:: Não escreva em 20 páginas o que pode ser escrito em 20 palavras. Não é que isso vá tirar a emoção à história, pelo contrário, na grande parte das vezes conseguimos muito mais a emoção com poucas palavras do que com muitas. (isso meio que complementa a questão dos adjetivos)

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