sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Anime: Chihayafuru



Título em Japonês: ちはやふる.

Categoria: Série TV.
Episódios: 25.
Produtores: MadHouse Studios
Gênero: Romance, Comédia, Drama, Vida Escolar, Shoujo, Jogo.
Duração: 23 min. por episódio.



As informações acima, eu retirei do HinataSoul, mas temo que estejam erradas, ao que diz respeito aos gêneros, pelo menos. Ele entra na categoria esportes, e não é um shoujo. Eu acho. Já ouvi dizerem que é Josei. Confesso que sou meio ignorante nessa parte de classificações. Pelo que já li em algum lugar, o que determina o que um mangá é ou não, é apenas em que revista eles saem lá no Japão. Se saem numa revista voltada para o publico feminino mais adulto, é Josei. E é só por isso. Mas me corrijam se eu estiver errada, por favor.

Enfim, vamos à sinopse. 


Chihayafuru começa com a perspectiva de uma bela menina, Chihaya, que, diferente das outras de sua idade, não possui seu próprio sonho. Quando lhe perguntam o que ela quer ser quando crescer, ela apenas diz que sonha em ver sua irmã, que é modelo, fazer cada vez mais sucesso. No entanto, isso muda quando conhece o Arata. Um menino que estuda na mesma turma que ela, mas era meio fechado, na dele, excluído pelos demais colegas. Há até algumas cenas de bullying praticadas com ele. Mas enfim, Arata mostra à Chihaya o quanto é importante ter um sonho para si mesmo, e apresenta a ela seu próprio sonho, que é se tornar o melhor jogador de Karuta (um jogo diferente, de cartas, e que realmente existe) do Japão. Ela fica maravilhada com a determinação do menino, aprende a jogar e gosta. E assim, os dois passam a compartilhar o mesmo sonho. 

Eu confesso que achei essa parte meio estranha. Tipo "maria-vai-com-as-outras", sabem? Ela não tinha opinião, lhe é apresentada uma e resolve segui-la. Principalmente quando um outro menino resolve jogar também, só por causa dela. Depois isso é camuflado mostrando o quanto eles ficaram bons no jogo, e se empenham em praticá-lo sempre.



Bom, voltando à estória, algo acontece com Arata, não vou dar muitos spoilers, e o trio se separa. E então a trama começa a ficar mais tensa quando eles crescem. Chihaya inventa de criar um clube de Karuta na escola, e sai atrás de integrantes que dividam o mesmo sonho.


Eu sei que o anime ainda está em andamento, mas não faço idéia sobre o mangá. Mas pelo que vi, já foram publicados, pelo menos, quinze volumes (de acordo com o wikipedia) da série por lá. Acabei de ver o episódio 14 e percebi que ainda há bastante coisa a ser falado. Como sempre, ou na maior parte das vezes, o que me atraiu ao anime foram as ilustrações, a arte. As personagens são muito bem desenhadas e trabalhadas. Li inclusive aqui  um comentário comparando o enredo com a Disney, que concordo. Há alguns momentos em que ele lança alguns ares superficiais que remetem às obras americanas. Algo como: bela princesa indefesa com um sonho de se tornar a melhor jogadora de Karuta. Mas, particularmente, não vejo isso como algo negativo.


Confesso que no início fiquei com medo por saber que envolve esportes. Não costumo ver nada nesse gênero, embora eu precise, necessite, ver Prince of Tennis! *_* Ainda vou ver esse anime só por causa das fanarts de babar dos meninos! Mas ainda nesse episódio 14 deu para perceber que a história vai muito mais além da obsessão pelo jogo. A estória ainda fala sobre amizades que vão e vem, amores que permanecem no coração, a importância de persistir em seus sonhos e ainda mistura problemas familiares, que todos temos. Tem drama e romance, entre um triângulo amoroso, para ninguém botar defeito.


Além disso, há uma leve pitada de humor na trama. Mas nada muito digno de comentários. Acontecem cenas bobinhas, como essa da imagem acima. Acho que a comédia aqui serve unicamente para descontrair, ou distrair o expectador dos problemas deles. Ou mesmo da seriedade com que tratam o jogo — eles levam a brincadeira muito à sério mesmo. 

            

Bom, falando sobre a personagem principal, Chihaya é o tipo de garota insistente — eu diria até que teimosa. Quando mete uma ideia na cabeça, vai atrás até dar com a cara no chão. Ela me lembra minha irmã. Tão teimosa que, as vezes, chega a irritar. Mas o que gostei nela também, é que Chihaya não é o tipo de mocinha delicada, cheia de "não-me-toques". Ela é considerada uma das meninas mais bonitas da escola,  e ainda mais admirada por ter uma irmã que é modelo, no entanto, ela não dá muita bola para isso. Isso chega, na verdade, a irritá-la — talvez essa não seja bem a palavra correta. Magoá-la, talvez. Pelo menos, é o que se percebe nos primeiros episódios, quando mostram eles pequenos. Enquanto sua bela irmã se exibe em passarelas e lentes de câmera com seu enorme cabelão, Chihaya mantém seu corte de cabelo meio "joãozinho". Essa atitude também serve para se diferenciar para seus pais, que parecem dar muita atenção para a primogênita de sucesso, enquanto ela se esconde nas sombras, meio ignorada.


Falando agora sobre o Arata, o menino da imagem abaixo. No início ele é apresentado como alguém meio misterioso, meio reservado. Ele é bastante centrado em seus objetivos, mas põe sua família em primeiro lugar, deixando-os, inclusive, que atrapalhem seu sonho. Depois ele some, e dá a entender que se tornou uma personagem bem secundária. Só que depois ele ressurge, e parece tomar uma importância quase tão grande quanto à da protagonista. Afinal, ele foi o precursor de toda a obsessão pelo jogo. Se não fosse por ele, Chihaya continuaria no limbo. E no episódio 13 ainda é mostrado um pouco mais sobre o que aconteceu com o rapaz, e esse fato dá uma nova perspectiva à trama. A estória fica entre seguir seus sonhos, ou abandonar sua família quando ela mais precisa de você. É um drama bastante comum, mas acho que é muito bem vindo na obra. Afinal, realmente não é todo mundo que consegue realizar seus sonhos. Embora eu acho que o final dessa estória é óbvio. Mas talvez o autor (ou autora, não sei) ainda nos surpreenda. Acho difícil, mas enfim...


Bom, sobre o jogo... Se tiver alguém aí que entendeu melhor, me ajude! Eu confesso que ainda não entendi muito bem como funciona. 

Ao que entendi, Karuta não é um esporte muito conhecido nem mesmo no Japão. Mas é um jogo antigo, que vem lá dos tempos do período Edo. Em um dos episódios, inclusive, uma das recrutas para o clube conta um pouco a história do jogo, e nos mostra a beleza dos poemas. chega a dar vontade de jogar.

Mas voltando sobre as partidas, posso dizer que há certo nível de complexidade, e contém bastante regras. As partidas, em competições, são constituídas por um orador e dois jogadores. Cada jogador tem suas cartas. E essas cartas, contém trechos de um poema. Ou mais de um poema...não me lembro agora. O orador, então, começa cantando uma introdução, que é sempre a mesma. Depois que a introdução é dada, o orador canta um trecho que contém em uma das cartas. Os jogadores, então, devem ter decoradas todas as cartas — são cem para cada lado (ou cinquenta) —, e devem tirar a carta cantada para fora da tabela. Quem conseguir tirar mais cartas, é o vencedor. 

Nisso, os jogadores podem blefar, proteger sua carta, e não sei mais o que... E isso é tudo o que eu entendi até agora! 


Eu sou fã de jogos de carta, e confesso que fiquei mesmo com vontade de aprender. Qualquer dia desses eu busco mais informações a respeito. 

Bom, a trilha sonora eu julgo como sendo boa, principalmente a de abertura. É daquelas musicas chiclete, que gruda na cabeça. É animada, eu gostei. O vídeo é bacana também porque mostra eles pequenos e depois crescidos — não sei por que, mas gosto de ver a evolução e crescimento das personagens, sempre que possível. 

No mais eu recomendo, e muito. Ele também é o tipo de anime que te faz querer ver o próximo episódio, sempre que se chega ao final de um.


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