sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Dicas para inspiração





Último post do ano! T_T


Acho que não há nada melhor para começar um ano novo, do que com dicas para que todos possam abastecer suas mentes com ideias novas, hum? ;D


Indo na manha da inspiração com o post anterior, resolvi reunir aqui algumas dicas de inspiração que encontrei na internet. A coisa é bem simples, mas requer um pouco de paciência e perseverança. A final, quem nunca insiste numa ideia, nunca vai além.


inspiração, para quem não sabe, tecnicamente falando, seria o estado de consciência que o artista atinge, no qual a percepção, a razão e emoção encontram-se combinados de forma a realizar suas melhores obras. Ou seja, é quando tudo de bom acontece! :D Mas não se descabelem à toa! Podemos facilmente atingir esse estado consciente com simples exercícios para exercitar a criatividade.



O Texto que segue abaixo foi retirado deste site, mas que na verdade pertence à Luli Radfahrer, e se refere à artistas visuais. Mas as dicas são tão boas, que apenas com alguns comentários conseguimos adaptá-las para o nosso contexto (o da escrita). As partes sublinhadas, então, referem-se aos meu comentários. As partes do texto que não nos diz respeito, eu retirei.


É interessante notar o comentário da autora à respeito do que acontece com nossa capacidade de criação durante o desenvolvimento do indivíduo, ao qual concordo plenamente. No entanto, eu não diria que a culpa pela latência da nossa capacidade deva ser dirigida somente às escolas, é claro. As restrições começam, na verdade, em casa, quando os pais impedem os filhos de deixar sua mente fluir quando querem exprimir sua criatividade rabiscando as paredes e chão, sem lhes dá um novo meio para se expressar. O correto seria educá-los, ensinando a rabiscar em papéis, mas cuidando as palavras que lhe dizem. 


— Pare de sujar as paredes, moleque!
— Olha a imundície que você fez, menina!
— Eu já te disse para parar de rabiscar aí!


Desta forma, a criança, inconscientemente, cria um bloqueio. Ela vai achar que rabiscar é errado, quando na verdade não é. E é assim que a coisa realmente começa. Eu já li algo sobre isso, há muito tempo atrás. Infelizmente, não lembro agora onde... Mais tarde pesquisarei no google. De qualquer forma, acho que a lógica faz sentido.


Bom, vamos ao texto da Luli:



"Por mais que todas as teorias de educação preguem o contrário, o fato é que as escolas treinam as crianças para que busquem a solução CORRETA, não a criativa. A maioria das pessoas nasce relativamente livre para ser; mas com o tempo, são continuamente reprimida até quase não sobrar idéias. Em outras palavras, a criatividade é inata; e a “caretização” aprendida.


Esse sistema predatório em busca de “resultados” torna a massa extremamente dócil, já que, em qualquer cultura, é preciso coragem para se ter idéias novas. E muito, muito mais coragem para expô-las. Quantos não pensaram que a Terra era redonda, mas não eram machos o suficiente para dizê-lo? E que o homem e o macaco tinham um antepassado em comum? Mesmo hoje, quantos não reprimem idéias que poderiam levar a um mundo melhor apenas pelo medo do ridículo?


Pois é. Para se ter idéias novas é preciso motivação, encantamento, relaxamento e, acima de tudo, uma baita duma coragem. Com isso em mente, seguem mais 10 dicas:


   1. Informe-se. A inspiração não surge do nada. Pessoas criativas normalmente conhecem a fundo os temas sobre quais opinam.
   2. Desfoque. A pressão para pensar em um único tema é uma inibição latente. Por mais que falem maravilhas de se permanecer “concentrado”, é sempre bom ter em mente que esse processo restringe e limita idéias novas.
   3. Busque experiências diferentes. Entre em contato com manifestações artísticas ou atividades físicas inéditas. Novos esportes, radicais ou não, tipos de dança ou coreografias como Capoeira, livros de autores desconhecidos ou inéditos para você (Dostoiévski, por exemplo). O mesmo vale para gêneros musicais e artísticos em geral.
   4. Tire um tempo para si. Procure reservar de 15 minutos a meia hora por sessão, pelo menos umas três vezes por semana, para escrever, desenhar, tocar algum instrumento ou mesmo cochilar, sem ser interrompido.
   5. Redefina visuais. Desenhe um mesmo objeto de vinte ou mais formas diferentes. Se não souber desenhar ou estiver com preguiça, procure fotografar um mesmo objeto de 50 formas diferentes. — Ou melhor, escreva tudo o que conseguir captar sobre o objeto. Direção da luz, cores, materiais, formas, posição, ângulos...
   6. Fotografe sua rua. Aproveite que câmaras digitais tornam a fotografia uma experiência barata e condicione seu olhar. Sem sair de casa ou de sua rua, fotografe texturas, folhas, cores, formas. Se aproxime de objetos cotidianos como tampas de bueiros e os explore visualmente. — Isso a lhe dar mais foco sobre os detalhes das coisas que os cercam, e ajuda a perceber melhor o mundo à nossa volta. Observação é a palavra-chave.
   7. Exagere. Amplifique detalhes de sua experiência ou de sua relação com o mundo. Veja seu cotidiano pela ótica de uma criança de seis anos ou menos. Transporte-se para um olhar diferente do seu. — esse exercício é ótimo para criação de personagens. Percebam como as pessoas agem à sua volta.
   8. Interrompa seu dia. Pare por alguns instantes e faça algo que demande atenção, de preferência física. Regue plantas, por exemplo. Isso ajuda a desfocar e quebra a concentração. Vá tomar um café, converse com alguém alheio ao problema (mas não se prenda ao assunto que está trabalhando). — ficar muito tempo pensando sobre um determinado assunto, cansa a mente, e limita suas idéias. Se dê ao direito de descansar a mente. Uma mente cansada jamais raciocinará com clareza.
   9. Copie. Por mais que pareça feio, essa atividade não tem nada a ver com plágio, muito pelo contrário. Ao copiar uma obra pronta sem saber qual foram as etapas seguidas para sua realização, você é obrigado a refazer o caminho passo a passo. Nesse processo, muitos desvios aparecem, sugerindo soluções mais adequadas. Para tornar o tópico mais divertido, copie coisas que não têm nada a ver com seu trabalho. — minha dica é a seguinte: copiem um ou dois parágrafos de uma obra, e tentem dar continuidade a ela, sem olhar o restante. O texto até pode sair meio parecido, mas importante tentar criar um desfecho diferente para o inicio daquele parágrafo. Mas lembrem-se: isso vale apenas como um exercício!
  10. Mova do pictórico para o literal*. — Peguem uma foto qualquer (pode ser do google), e criem um conto em cima dessa foto.


Mesmo que essas dicas todas não te ajudem, certamente não farão mal. Tenha em mente que aquele tipo focado e concentrado, o tipo que nunca se desvia do assunto, pode até ser bom profissional, mas é chatérrimo."


* O texto original refere-se ao inverso.


Bom, espero que tenham gostado! ;)
FELIZ ANO NOVO!

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